Renato Duque é condenado na Lava Jato e Justiça determina bloqueio de R$ 69 milhões

Redação

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O ex-diretor da Petrobras Renato Duque foi condenado a três anos e seis meses de prisão em mais uma ação penal decorrente da Operação Lava Jato. A 13.ª Vara Federal de Curitiba o considerou culpado no processo em que respondia por lavagem de dinheiro por transações feitas em duas empresas offshores.

Além disso, a Justiça Federal do Paraná determinou o confisco de R$ 69 milhões que o ex-diretor da área de Serviços da estatal mantinha em contas no exterior. O dinheiro ficará retido como garantia à Petrobras até que a sentença transite em julgado.

A decisão do juiz Luiz Antonio Bonat é do dia 26 de março de 2021 e foi divulgada hoje (8) pelo MPF (Ministério Público Federal). Conforme a denúncia, Renato Duque usou as empresas offshores Pamore e Milzart para dissimular a origem ilícita de pagamentos de propinas.

Apesar da condenação por lavagem de dinheiro, Renato Duque foi considerado inocente do crime de evasão de divisas. O juiz entendeu que as irregularidades já estavam abordadas na punição por lavagem de dinheiro.

Conforme o MPF, Renato Duque se beneficiou por ter colaborado com as investigações. Ele confessou os crimes e deu detalhes importantes sobre o esquema de corrupção que perpetuava na Petrobras, tendo a pena de prisão reduzida em um terço. Além disso, abriu mão das contas que mantinha no exterior em nome das duas empresas citadas na denúncia.

Essa foi a oitava denúncia oferecida pela força-tarefa Lava Jato contra Renato Duque.

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