“É preciso ter uma transição para não haver prejuízos”, diz Romanelli sobre liberação dos pedágios

William Bittar - CBN Curitiba

Alep demonstra preocupação sobre liberação dos pedágios no Paraná

O Governo do Paraná confirmou, por meio da Secretaria de Infraestrutura e Logística, que a partir do dia 27 de novembro, com o fim do atual contrato de concessão das rodovias que cruzam o estado, as cancelas dos pedágios no estado serão liberadas até que o novo modelo seja implantado.

A previsão é que a nova concessionária ou grupo de concessionárias que vai assumir o chamando Anel de Integração, comece a gerir as rodovias a partir do segundo trimestre de 2022. Até lá, não devem ser feitas cobranças nos pedágios.

No entanto, o que é visto por muitos como algo bom, pode trazer muitos prejuízos, um deles, a falta de manutenção das rodovias no período e até mesmo de fiscalização.

O coordenador do G7, grupo que reúne os principais representantes do setor produtivo do Paraná, e presidente da Faciap, Fernando Moraes, lembra que o período em que não deve haver cobrança é também o que registra um aumento significativo de tráfego nas rodovias.

“É um período de bastante chuva, safras, muita gente vai estar saindo em viagem, vai ter muita gente na estrada. E a gente tem muito medo de ficar sem segurança, sem manutenção. Então, a gente está muito atento a isso e conversando com o Estado para encontrar uma solução”, explicou Moraes.

O primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), deputado Luis Cláudio Romanelli (PSB),  integrante da Frente Parlamentar sobre o Pedágio, diz que é preciso ter uma alternativa para que as rodovias não fiquem abandonadas.

“Não é possível que as rodovias fiquem sem a manutenção adequada durante o período em que não houver a cobrança do pedágio. É necessário sim que o Governo do Estado e o Governo Federal tenham e divulguem de forma objetiva para a sociedade qual é a estratégia em relação a todas as rodovias”, argumentou Romanelli.

Quem também se manifestou foi o deputado Arilson Chiorato (PT), coordenador da Frente Parlamentar sobre o Pedágio. Nas palavras dele, a medida de abrir as cancelas mostra novamente uma fragilidade. O deputado criticou ainda o modelo que será adotado.

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