Política
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Líder do governo pede para “segurar” pacote de ajustes fiscais na Alep

Depois de muita polêmica, a mensagem do governo com o chamado ajuste fiscal, que traz 153 artigos com quinze temas, foi ..

Jordana Martinez - 16 de agosto de 2016, 19:08

Depois de muita polêmica, a mensagem do governo com o chamado ajuste fiscal, que traz 153 artigos com quinze temas, foi retirado da CCJ, a Comissão de Constituição e Justiça, a pedido do líder do governo,  o deputado Luiz Cláudio Romanelli.

A medida foi tomada depois de uma reunião com as lideranças dos partidos: "é necessário mais tempo para que todos possam se aprofundar, ler e estudar melhor com as suas assessorias. Até a própria oposição elogiou a medida. O nosso prazo para votar o projeto é 30 de setembro e vamos votar tudo sem atropelo", argumentou.

O deputado Felipe Francischini (SD) também defendeu mais tempo para que o projeto seja estudado pelos deputados, mas adiantou que só na primeira leitura já se deparou com inconstitucionalidades que não permitiriam a aprovação do projeto como está.

Nereu Moura do PMDB, falou na tribuna que o governo "está desesperado por dinheiro tentando vender quase 20% da sanepar".  Outro que também usou a tribuna para mostrar a contrariedade à mensagem do governador foi o deputado Requião Filho, líder da oposição: "mais uma vez uma trapalhada do governo tentando aumentar a arrecadação. Aumento de taxas e aumento de impostos... eles querem esse dinheiro para conseguir pagar a folha", provocou.

A mensagem do governo volta a tramitar nas comissões na terça-feira que vem, e deve ser votada até setembro.  O líder do governo defende o projeto e argumenta que toda a polêmica feita em torno da mensagem enviada à Assembleia é porque “está na moda ser contra o governo”.