Líder do PSL no Paraná diz que agressões a jornalista foram “ponto fora da curva” durantes as manifestações

Alexandra Fernandes


O deputado estadual Delegado Fernando Francischini, presidente do diretório do PSL no Paraná, afirmou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (27), que os incidentes registrados contra integrantes da imprensa durante as manifestações, em Curitiba, foram “ponto fora da curva” e não representam o pensamento dos organizadores dos atos.

“Não foi nada apoiado ou incentivados pela organização, que contava com vários movimentos. Considero um ponto fora da curva, em um movimento com cerca de 50 mil pessoas. Mas não podemos aceitar que qualquer agressão ocorra a um profissional de imprensa.” afirmou o deputado.

No último domingo (27), durante os atos na capital paranaense, três profissionais e um estudante foram hostilizados  pelos manifestantes. De acordo com o Sindicato dos Jornalista do Paraná (Sindijor), os repórteres foram impedidos de cumprirem com sua função com agressões verbais e físicas. A entidade divulgou uma nota repúdio, dizendo que é contra “a violência contra jornalistas, profissionais responsáveis pela fiscalização da democracia. É preciso identificar os responsáveis pelas ações e punir com o rigor da lei. ”

Ainda os manifestantes também retiraram uma faixa que estava na entrada do prédio histórico da Universidade Federal do Paraná, que dizia “Em defesa da educação #OrgulhoDeSerUFPR #UniversidadePública #EuDefendo”. Estudantes organizam um ato para a próxima quinta-feira (30) para recolocar a faixa. 

As manifestações aconteceram em pelo menos 20 cidades do Paraná. De acordo com a organização foram 50 mil pessoas na ruas do estado que pediam a aprovação da reforma da previdência e o pacote anticrime apresentado pelo ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Ainda para Francischini os atos tiveram um saldo positivo e cumpriram com o papel. “Essas manifestações com quase 50 mil pessoas na rua, mesma quantidade de quando convocamos o impeachment, mostram a vontade de mudança. Esta não é uma campanha contra as classes políticas é para demonstrar que apoiamos o presidente Jair Bolsonaro. É de apoio a governabilidade. Foi uma demonstração que eleitores estão de olho e não querem a volta do status quo.” disse.

Nesta segunda-feira o presidente Jair Bolsonaro (PSL) avaliou que a voz das ruas “não pode ser ignorada”.

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