Política
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Líderes europeus visitam a Ucrânia e prometem apoio contra a Rússia

Eles organizaram o encontro para conversar pessoalmente com Volodymyr Zelensky e discutir o futuro do país, que segue sob forte ataque russo.

Redação - Agência Brasil - 16 de junho de 2022, 11:48

Foto: Divulgação/Presidência da Romênia
Foto: Divulgação/Presidência da Romênia

Os líderes europeus da França, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Olaf Scholz, o presidente da Romênia, Klaus Iohannis e o primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, visitaram hoje (16) a capital ucraniana, Kiev. Eles organizaram o encontro para conversar pessoalmente com o presidente Volodymyr Zelensky e discutir o futuro do país, que está sob ataque da Rússia desde 24 de fevereiro.

Durante a chegada, Macron afirmou que a visita representa “um momento importante”, e que manda uma “mensagem de união” para o povo ucraniano. O líder francês afirmou ainda que crimes de guerra foram cometidos na cidade de Irpin, na entrada de Kiev. "É uma cidade heroica, marcada pelo estigma da barbárie", disse.

Assim como a cidade de Bucha, Irpin foi alvo de bombardeios intensos durante a ocupação do Exército russo, em março. Os russos "destruíram jardins de infância, parques infantis. Vamos reconstruir tudo", adiantou Mario Draghi.

Olaf Scholz afirmou que a Alemanha ajudará a Ucrânia a resistir à ofensiva alemã “pelo tempo que for preciso”. "Queremos assegurar que estamos organizando ajuda financeira, humanitária, mas também na questão de armamento", disse para a agência pública de notícias de Portugal RTP.

O presidente romeno Klaus Iohannis se disse "sem palavras para descrever a inimaginável tragédia humana e as horríveis destruições" vistas em Irpin e que seu país apoia plenamente que a Rússia seja responsabilizada pela justiça penal internacional.

Algumas horas após o início da visita dos líderes europeus, a Rússia anunciou a reabertura do corredor humanitário de Severodonetsk, em especial para os civis presos na fábrica de Azot. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 500 pessoas estão detidas no local em condições precárias.