Lula deixa Curitiba e discursará em São Bernardo nesta tarde

Angelo Sfair e Vinicius Cordeiro

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou Curitiba, no Paraná, com destino a São Paulo. A aeronave com o petista decolou do Aeroporto Afonso Pena por volta de 10h45. A primeira parada do petista, neste sábado (9), deve ser no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP) reduto histórico do político. O pronunciamento será às 15h.

Foi lá, por exemplo, que Lula fez o último discurso aos apoiadores antes de se entregar à Polícia Federal para cumprir a prisão provisória pela condenação na Operação Lava Jato.

É neste mesmo espaço, em São Bernardo do Campo, que Luiz Inácio Lula da Silva pretender fazer o seu primeiro discurso mais longo desde que deixou a carceragem no Paraná. O ato foi convocado para 13h.

Ontem (8), no primeiro contato com os apoiadores, em Curitiba, integrantes da Vigília Lula Livre pediram várias vezes paciência à militância. O tom passado aos manifestantes era de que o político precisava descansar para, hoje, fazer um discurso à nação.

Nas primeiras palavras após deixar a Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula fez críticas ao presidente Jair Bolsonaro (PSL), ao ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro (ex-juiz responsável pela sua primeira condenação) e o coordenador da força-tarefa Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol. Além disso, apresentou oficialmente sua namorada, Rosângela da Silva, anunciando o novo casamento.

O ex-presidente saiu do prédio da Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, por volta das 17h50 e incendiou uma festa. Ele saiu acompanhado dos seus advogados, Cristiano Zanin Martins, Gleisi Hoffmann (presidente do Partido dos Trabalhadores), Fernando Haddad e outros, até ser abraçado e beijado por Rosângela.

ATAQUES DE LULA

No palanque, novos ataques a Bolsonaro. Disse que o país está pior do que era antes, afirmando que muitos trabalham de ‘uber’ ou ‘entregando pizzas de bicicleta’, além de declarar que muitos estão passando fome. Contudo, as críticas mais ferrenhas foram ao ministro  Moro e Deltan.

“Se pegar o Dallagnol, Moro e bater num liquidificador, não é 10% da honestidade que eu represento nesse país”, disparou Lula. “Eles não prenderam um homem, eles tentaram matar uma ideia. Uma ideia não se mata, não desaparece. Eu quero lutar”, completou.

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