Lula desconversa sobre candidatura em 2022 após declarações de Gleisi e Haddad

Redação

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Luiz Inácio Lula da Silva desconversou sobre a possibilidade de concorrer ao cargo de presidente nas eleições de 2022 após seus companheiros do PT (Partido dos Trabalhadores), Gleisi Hoffmann e Fernando Haddad manifestarem nessa semana, ao UOL, a vontade de vê-lo como candidato à Presidência da República novamente.

“Eu acho que não se deve discutir isso agora”, disse Lula em entrevista coletiva a jornalistas da mídia alternativa na tarde desta quinta-feira (11).

“Até acho pecaminoso discutir candidaturas agora. Já fui presidente, tenho motivo de orgulho de muitas coisas. Eu posso ser cabo eleitoral. Pode ser que saia uma aliança política, não está descartada. Deixa as pessoas entraram em campo”, completou ele, que chegou a citar Flávio Dino, atual governador do Maranhão, como provável candidato pelo PCdoB.

Depois, dessa resposta, Lula ainda falou que que não se preocupa com uma possível candidatura do ex-ministro Sergio Moro, mas que o país precisa de alguém comprometido com o povo.

“Não tenho mais aptidão para ser candidato, eu tinha em 2018 porque tinha muita coisa para fazer no Brasil. Mas vou dizer que farei das tripas coração para não deixar que um candidato da Rede Globo ganhe as eleições nesse país. Serei um guerreiro para tentar evitar isso”, completou.

Vale lembrar que, em abril, Lula descartou que seria candidato e que atuaria apenas como cabo eleitoral em 2022.

IMPEACHMENT DE BOLSONARO

Lula também criticou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no enfrentamento ao coronavírus e falou que é necessário pressionar o presidente Rodrigo Maia para se ter uma votação de impeachment no Congresso Nacional.

“Você tem 30, 35 pedidos no Congresso Nacional e basta o presidente da Câmara colocar um em votação. É preciso que o Maia coloque um pedido. E os partidos que estão no Congresso tem que pedir que seus deputados coloquem em votação. Todos têm que exigir”, diz.

Contudo, Lula também problematizou a questão da frente política contra Bolsonaro pois nem todos são favoráveis ao impeachment. Porém, avalia que é necessário a saída do presidente, do vice Hamilton Mourão e também do ministro Paulo Guedes, responsável pela política econômica do atual governo.

Com isso, o Lula reiterou o discurso do PT na realização de novas eleições para buscar um candidato mais humanista. E, nesse caso, afirmou que os adversários não precisariam “se preocupar com o Lula porque ele está inelegível neste momento”.

LULA CRITICA FHC E CIRO E DIZ QUE MORO É ÍDOLO DE BARRO

Lula também criticou Fernando Henrique Cardoso e Ciro Gomes, que participaram de um debate na GloboNews no último final de semana.

“A nova narrativa: o Lula é responsável pela eleição do Bolsonaro. O FHC que não tem vergonha de anular o voto. Como é que pode? O Ciro Gomes embarcar para Paris e agora dizer que o Lula é culpado”, declarou.

Por fim, o petista também voltou a disparar contra Moro e Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, a quem atribui suas condenações nos casos do sítio de Atibaia e do triplex do Guarujá.

“Eu não quero morrer sem mostrar o tipo de canalha que Moro e Dallagnol foram no meu processo. E quero provar através da Justiça, não fazendo nada negativo, sendo com eles o que foram comigo”, disse.

“Ainda vou provar ao povo brasileiro que o Moro é um embuste, um ídolo de barro criado pela Rede Globo. O Moro com a toga era imexível, não era obrigado a dar entrevista, passava as coisas para a Globo”.

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