Sítio de Atibaia: Lula presta depoimento na Justiça Federal em Curitiba

Andreza Rossini


O depoimento do ex-presidente Lula para a juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, no processo referente ao sítio de Atibaia, começou por volta das 15h10 desta quarta-feira (14), na Justiça Federal em Curitiba. Ele falou por três horas.

Lula é réu no processo, acusado de corrupção e lavagem por receber propina da Odebrecht, como reforma no imóvel de Atibaia (SP). O primeiro a prestar depoimento hoje foi o pecuarista José Carlos Bumlai, que falou por aproximadamente uma hora.

Outras 12 pessoas são rés na ação. Já foram ouvidos Emílio e Marcelo Odebrecht. Marcelo afirmou que as obras foram realizadas para “pessoa física” do ex-presidente e que toda família Odebrecht sabia que o sítio era do petista. Também já prestou depoimento o empresário Fernando Bittar, um dos donos do sítio, que disse que não achou que havia algo de ilícito nas obras. Ele as classificou as como “obras simples, que foram superdimensionadas”.

Há manifestantes favoráveis ao ex-presidente após a área de isolamento definida pela PM.  “O conceito da operação é dar a segurança necessária para que essa nova fase do processo possa ser concluída. Fizemos uma interdição de área e até agora está ocorrendo em absoluta segurança e tranquilidade”, afirmou o coronel da Polícia Militar Pericles de Mattos.

O processo

De acordo com a denúncia do MPF, o ex-presidente Lula seria responsável por comandar “uma sofisticada estrutura ilícita para captação de apoio parlamentar, assentada na distribuição de cargos públicos na Administração Pública Federal” e teria recebido cerca de R$ 870 mil em vantagens indevidas em forma de reformas, construção de anexos e outras benfeitorias no Sítio de Atibaia.

A denúncia foi elaborada com base em depoimentos, documentos apreendidos, dados bancários e fiscais bem como outras informações colhidas ao longo da investigação, todas disponíveis nos anexos juntados aos autos.

Após ouvir os réus, a juíza responsável recebe as alegações finais e aplica a sentença, sem um prazo definido.

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