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Lula Escobar, revista diz que teve acesso e narra rotina de ex-presidente na prisão

A revista Veja traz na capa da edição desta semana uma reportagem do que seria a rotina do ex-presidente Luiz Inácio Lul..

Fernando Garcel - 04 de maio de 2018, 16:07

Foto: Instituto Lula
Foto: Instituto Lula

A revista Veja traz na capa da edição desta semana uma reportagem do que seria a rotina do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cela da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba. De acordo com a matéria, a revista teve acesso com exclusividade ao local na última sexta-feira (27).

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De acordo com a reportagem, assinada por Thiago Bronzatto, o ex-presidente não tem horários rígidos como os outros presos, mas levanta às 7 horas e assiste televisão. Por volta das 7h30, um encarregado serve café e pão com manteiga, o mesmo cardápio dos demais presos. O funcionário também aplica uma dose de insulina no ex-presidente, que faz tratamento contra a diabetes.

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Durante o dia, segundo a reportagem, Lula caminha de um lado para o outro da cela para se exercitar. A defesa já teria solicitado uma esteira ergométrica e outros itens para complementar a cela de 15 metros quadrados em que o ex-presidente está preso. O texto também afirma que a cela fica com a porta fechada, mas não trancada e que fica constantemente guardada por dois agentes armados com pistolas, do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), considerada a tropa de elite da PF.

A revista também menciona que Lula, diferente dos demais presos da PF, não limpa a cela, o banheiro e nem retira o lixo. Lá, Lula teria recebido o apelido de "cliente" e "Lula Escobar", em referência ao narcotraficante Pablo Escobar, por conta do tratamento diferenciado.

O texto também atribuí algumas falas ao ex-presidente Lula. Em alguns momentos, o ex-presidente teria feito críticas a senadora e presidente nacional do Partido dos Trabalhadores Gleisi Hoffmann, que teria prometido parar o país por conta da prisão dele, culpado a ex-presidente Dilma Rouseff sobre a situação atual do Brasil e pedido em tom de brincadeira que a juíza Carolina Lebbos, responsável pela execução penal dos condenados pela Lava Jato, liberasse um frigobar com cervejas.

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