Lula está em campanha política e comemorando cedo demais, diz Bolsonaro

Redação

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está celebrando a anulação dos processos da Lava Jato. Em entrevista à CNN Brasil, ele comentou a decisão do ministro Edson Fachin, ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Lula está comemorando cedo demais. Vai para o Plenário essa decisão do Fachin”, opinou Bolsonaro.

Fachin surpreendeu até mesmo os colegas da Corte ao anular todas as condenações de Lula, tornando o ex-presidente elegível novamente. Segundo o ministro, a Justiça Federal de Curitiba não tinha competência para julgar os processos contra Lula.

Para advogados criminalistas ouvidos pelo Paraná Portal, Fachin acertou, mas há riscos por ter sido uma decisão monocrática.

Por fim, Bolsonaro ainda disse que acompanhou trechos do discurso de Lula, que criticou o atual governo. “Este país não tem governo, este país não cuida da economia, não cuida do emprego, não cuida do salário, não cuida da saúde, não cuida do meio ambiente, não cuida da educação, não cuida do jovem, não cuida da menina da periferia”, disse o petista.

Rebatendo, o atual presidente avaliou que Lula considera ser tudo fácil de ser solucionado no Brasil.

“Das partes que ouvi, Lula está em plena campanha política. Pra ele tudo é fácil, tudo pode ser resolvido. Em nenhum momento ele falou que seus governadores de esquerda destruíram a economia, obrigando o povo ficar em casa. Lula fez proselitismo, campanha política, como se tudo fosse resolvido e o Brasil seria um mar de rosas”, finalizou Bolsonaro.

BOLSONARO MUDA POSTURA E USA MÁSCARA EM EVENTO NO PALÁCIO

Bolsonaro (sem partido) mudou a postura em relação à covid-19 nesta quarta-feira (10). após o pronunciamento de Lula. Em evento no Palácio do Planalto, ele sancionou duas propostas para ampliar a capacidade de aquisição das vacinas contra o coronavírus.

Bolsonaro apareceu de máscara ao lado de ministros e outras autoridades, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM/MG). A cena foi novidade, já que Bolsonaro nunca fez questão de usar o equipamento de proteção nas cerimônias palacianas.

Bolsonaro só deixou de usar a máscara quando discursou a favor das vacinas e exaltou o combate à covid feito pelo governo federal.

“Desde o início fomos um exemplo para o mundo. Fomos e somos incansáveis na luta contra a pandemia. Várias medidas tomamos em 2020. A política de lockdown adotada no passado, o isolamento, ou confinamento, visava tão somente dar tempo para que os hospitais fossem aparelhados com leitos de UTI e respiradores. O governo federal não poupou esforços e não economizou recursos para atender a todos os estados e municípios’, disse ele.

Além de afirmar que nenhum prefeito e governador reclamou de falta de recursos da União, Bolsonaro ainda destacou o auxílio emergencial aprovado. No ano passado, foram R$ 600 para socorrer a população mais carente durante a pandemia. Neste ano, o valor médio do auxílio é de R$ 250.

Contudo, o maior destaque foi que Bolsonaro reconheceu que não há medicamento cientificamente comprovado contra a covid. O presidente ressaltou que a população procure assistência médica no momento em que identifique sintomas da doença.

“A gente orienta à população brasileira, ao menor sintoma de covid, como falta de paladar, resfriado e febre, procure a unidade básica de saúde. O médico sabe que não existe um medicamento ainda com comprovação científica, mas muitos médicos também afirmam que têm tratamento opcional. E esse tratamento tem que ser buscado. Jamais podemos admitir, ou orientar, que aquela pessoa infectada vá para casa e só retorne ao hospital quando estiver sentido falta de ar. Quando estiver, é um sintoma grave da doença”, finalizou.

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