Saída de Lula da cadeia repercute internacionalmente

Angelo Sfair

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A principal manchete desta sexta-feira (8) nos jornais do Brasil também ganhou destaque internacionalmente. Jornais de todo o mundo noticiaram com destaque a saída de Luiz Inácio Lula da Silva, que permaneceu preso por 580 dias, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro.

O britânico The Guardian deu destaque ao julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) que, por 6 votos a 5, decidiu derrubar as prisões após condenações em segunda instância. A mudança de entendimento da Suprema Corte permite que Lula não seja preso até que a sua sentença no Caso Triplex transite em julgado (ou seja, até que sejam esgotados os recursos da defesa).

O estadunidense The New York Times decidiu destacar o retorno de Lula à atividade política. O jornal explica que o político é inelegível e não pode concorrer a cargos públicos, a não ser que revogue a condenação criminal. Mas, com Lula livre, o jornal analisa que a libertação pode afetar o Brasil nas áreas políticas e econômicas. O período de turbulência pode, por exemplo, afastar investimentos estrangeiros a longo prazo no País.

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Reprodução/Le Monde

O francês Le Monde apontou que a liberdade de Lula concedida após a mudança de entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre as prisões em segunda instância é uma notícia ruim para o ministro da Justiça Sergio Moro. Enquanto juiz da primeira instância, foi ele o responsável pela sentença que levou o petista para a cadeia. Agora político, Moro vê seu feito mais destacado na Operação Lava Jato ruir.

A saída de Lula da cadeia também gerou disparos de “notícia urgente”. A agência de notícias da Alemanha Deutsche Welle noticiou em tempo real, com alerta de “breaking news”, o momento em o político deixava a Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba, no Paraná.A rádio pública estadunidense NPR também noticiou com urgência, disparando as primeiras informações pelo Twitter.

Na América do Sul, o jornal argentino Clarín deu destaque para a liberdade, explicando que a liberação imediata foi concedida pela Justiça após julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal).

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