Curso do novo sistema do Depen-PR usa nomes de Lula e Rosângela em exemplos

Angelo Sfair

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Os nomes do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da companheira dele, Rosângela da Silva, foram usados como exemplos durante um curso de capacitação do Depen-PR (Departamento Penitenciário do Paraná) para o novo Sistema de Informações Penitenciárias (SIGEP).

Além disso, o nome da atriz Letícia Sabatella também aparece no módulo que ensina os servidores do sistema penitenciário a registrarem as visitas aos apenados. Nos exemplos, o nome da atriz é creditado como uma visita social, enquanto o de Rosângela figura como uma visita íntima ao ex-presidente Lula.

O caso foi recebido pelo PT (Partido dos Trabalhadores) como um ataque político-partidário. O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), é um dos governadores mais alinhados ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O PT acusa o governo do Paraná de “abusar de suas prerrogativas para constranger e ofender cidadãos e cidadãs que divirjam de orientações político-partidárias” do Palácio Iguaçu. O partido afirma que os exemplos configuram atos ilegais e imorais, e pede a apuração dos fatos.

Em nota, a agremiação política aponta que os nomes de Lula, Rosângela e Letícia Sabatella foram usados de forma indevida, “em clara distorção e direcionamento ideológico do curso, sendo desviada sua real finalidade, que é a capacitação dos profissionais”.

RESPONSÁVEL FOI IDENTIFICADO PELO DEPEN-PR

Ao Paraná Portal, o Depen-PR (Departamento Penitenciário do Paraná) esclareceu que foi determinada a retirada da página de treinamento do ar. O órgão alega que a inclusão de nomes fictícios fazia parte do treinamento e era uma responsabilidade dos servidores, em ambiente de testes e de forma simulada.

Sobre o uso dos nomes Luiz Inácio Lula da Silva, Rosângela da Silva e Letícia Sabetella, o Depen informa que “identificou o servidor responsável pela inclusão e determinou a abertura de um procedimento administrativo para apurar o caso”.

LULA PRESO EM CURITIBA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva permaneceu preso em Curitiba durante 580 dias. Ele teve o mandado de prisão expedido pelo ex-juiz Sergio Moro, então responsável pelos processos da Operação Lava Jato, após ter a condenação confirmada em segunda instância.

O petista, no entanto, não ingressou no sistema penitenciário do Paraná. Por ter ocupado a presidência da República e, por isso, ser considerado um preso especial, Lula permaneceu em uma sala de estado-maior na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em Curitiba.

Condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso triplex do Guarujá (SP), Lula foi preso no dia 7 de abril de 2018. O petista foi colocado em liberdade no dia 8 de novembro do ano passado, após a mudança no entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a constitucionalidade prisão em segunda instância.

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