Política
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Lula vira réu por corrupção e lavagem na terceira ação penal

Uma denúncia envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o empresário Taiguar..

Andreza Rossini - 13 de outubro de 2016, 18:37

Uma denúncia envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o empresário Taiguara Rodrigues dos Santos e mais oito pessoas foi aceito pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal, em Brasília, nesta quinta-feira (13). Os réus são acusados pelos crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de influência.

O juiz afirmou que a peça acusatória atende a todos os pedidos no Código de Processo Penal. Os réus tem o prazo de dez dias para apresentar a defesa. A denúncia afirma que Lula atuou junto ao Banco  Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entre 2008 e 2015, para liberar financiamentos de bancos públicos para obras da Odebrecht, em Angola. O ex-presidente teria recebido propina de forma indireta, como pagamentos para a empresa de palestras de Lula.

Em valores atualizados, os acusados teriam recebido cerca de R$ 30 milhões.

A defesa de Lula negou as acusações e afirmou que as provas são superficiais. "Lula jamais interferiu na concessão de qualquer financiamento do BNDES. Como é público e notório, as decisões tomadas por aquele banco são colegiadas e baseadas no trabalho técnico de um corpo qualificado de funcionários", afirma a nota divulgada pelos advogados.

Outras ações

Esta é a terceira ação penal que envolve casos de corrupção aberta contra Lula. O ex-presidente responde a outra ação, junto com o ex-senador Delcídio do Amaral, na mesma vara de Brasília por tentar comprar a delação premiada do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró.

Na ação que corre na Lava Jato, em Curitiba, Lula é acusado de receber R$ 3,7 milhões em vantagens indevidas da OAS. Ele responde pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro referente ao esquema criminoso envolvendo a Petrobras. Os valores pagos como propina inclui a reforma de um tríplex no Guarujá.