Maia ameaça deixar de decretar reajuste se empresa não apresentar melhorias para o transporte coletivo

Fernando Garcel


Com Carla Guedes | Metro Jornal Maringá

O prefeito de Maringá, no noroeste do Paraná, Ulisses Maia (PDT) pediu que a empresa Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) aumente o número de veículos e linhas do transporte público da cidade e ofereça ar-condicionado e wi-fi nos ônibus. O prefeito quer que a concessionária apresente um cronograma de melhorias até o fim do mês que vem. Se o prazo não for cumprido, ele ameaça não assinar o decreto que concede o reajuste da tarifa – o novo valor entra em vigor em 1º de junho. Atualmente, os passageiros pagam R$ 3,40.

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A lista de Ulisses também contempla instalação de câmeras de monitoramento nos ônibus, novos pontos de venda de créditos e de recarga de cartões, formas alternativas de pagamento da tarifa e reorganização das linhas nos horários de pico.

O prefeito quer que a TCCC torne o serviço oferecido mais eficiente sem onerar os passageiros com aumentos de tarifas. “Não vamos mexer nas gratuidades e a empresa precisa nos apresentar um cronograma de melhorias de curto prazo”, afirma. “Não adianta renovar a frota se o sistema não evoluir, não melhorar, não se tornar mais eficiente para o usuário.”

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Administrador executivo da TCCC, Roberto Jacomelli diz que a empresa vai avaliar a viabilidade das sugestões. “Estamos abertos a discutir”. Para ele, o trabalho de melhoria do transporte coletivo não passa exclusivamente pela empresa que opera o serviço, mas também pela prefeitura, ao instalar corredores e faixas exclusivas para ônibus. “A prefeitura tem que trabalhar para o trânsito fluir”, aponta. “Enquanto o ônibus competir com carro e moto será difícil melhorar a qualidade de serviço porque as pessoas vão pegar congestionamento, ficar paradas nos ônibus e nervosas; o cliente quer o menor tempo de viagem possível.”

A prefeitura deve encomendar uma pesquisa para mapear os pontos de destino e origem dos usuários.

Transporte coletivo

Ulisses não descartou a possibilidade de recorrer à justiça para contestar o reajuste das passagens caso a TCCC não entregue o plano de melhorias. A TCCC informou que vai apresentar um cronograma de investimentos no prazo solicitado.

Prefeitura, empresa e sindicato dos motoristas ainda não se começaram as negociações que vão culminar com o aumento das tarifas a partir de junho. As reuniões estão previstas para ocorrer no mês que vem.

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