Mandetta admite que deve ser exonerado por Bolsonaro: “é aguardar”

Redação

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O ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta admitiu que deve ser exonerado do cargo em breve. A decisão do presidente Jair Bolsonaro está tomada e deve acontecer nos próximos dias. Hoje cedo, o secretário de Vigilância e braço direito de Mandetta, Wanderson Oliveira, pediu demissão, mas o ministro não aceitou o pedido.

“Entramos juntos e vamos sair juntos. É aguardar o entendimento das coisas. Seja lá quem o presidente colocar, que ele [Bolsonaro] confie e dê as condições que a pessoa possa trabalhar baseado na ciência, nos números, na transparência dos casos”, declarou Mandetta.

O ministro da Saúde avaliou o trabalho feito pelo Ministério na luta contra o coronavírus. Contudo, Mandetta afirma que o caminho definido por ele e sua equipe não agrada a outros integrantes do governo federal. Além do presidente Jair Bolsonaro, ele também revelou que o deputado federal Osmar Terra (MDB) rebate a opção escolhida pelo Ministério da Saúde.

“Todo dia o Osmar Terra fala que o caminho está errado. Ninguém é dono da verdade. Eu não sou, o Wanderson e o Gabbardo não são. Parece que eu sou contra o presidente. São visões diferentes do mesmo problema. Se tivesse uma visão única, seria um problema fácil de solucionar. O que eu coloco é: até aqui, nós fizemos um trabalho muito elogiado”, completou.

Para completar, Mandetta ainda elogiou alguns dos seus colegas ministros, como Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) e Tarcísio Meira (Infraestrutura).

“A economia é um problemaço, que vai consumir muito esforço do ministro Paulo Guedes, que está fazendo um trabalho brilhante. Ele mandou todos os recursos que a Saúde pediu. Moro me deu todas as condições. Segurança nessa epidemia é fundamental. Tarcísio, fantástico”, finalizou.

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