Manuela D’Ávila vai formalizar reclamação para identificar homem que a hostilizou

Fernando Garcel e BandNews FM Curitiba


A deputada federal e pré-candidata à presidência da república Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) vai formalizar uma reclamação para que a Polícia Federal (PF) identifique a pessoa que hostilizou ela no fim da manhã dessa segunda-feira, em frente à sede da Polícia Federal em Curitiba.

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Uma pessoa se aproximou dela, pediu para tirar uma foto, abraçou a deputada e ao invés de tirar a fotografia colocou o celular para filmar, fez provocações e falou mensagens relativas ao pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL). O homem teve acesso a uma área restrita a policiais, jornalistas, parlamentares, moradores e pessoas que tenham algum procedimento marcado na sede da PF e saiu escoltado por policiais militares para dentro do prédio da PF após a confusão.

Manuela D’Ávila disse quer que a Polícia investigue como ele teve acesso a área restrita“Antes de eu conceder a entrevista, ele estava aqui conversando com policiais. A polícia permitiu que ele ultrapassasse a barreira policial o que não poderia. Como alguém entra, provoca e é escoltado para sair?”, questiona a parlamentar. Essa pessoa tinha muita certeza que sairia escoltada e sentia segura para voltar de onde tinha vindo”, diz D’Ávila.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) disse que a identificação é necessária também para garantir a segurança do ex-presidente Lula. “A gente está preocupado com o que ele está comendo, com o que ele bebe. Se for alguém que trabalha aqui dentro, isso é muito grave”, disse.

Segundo a Polícia Militar, o manifestante estava fora da área restrita, mas bem próximo ao local onde estavam os manifestantes pró-Lula. Segundo a PM ele primeiro e pediu para tirar fotos com a PM e depois foi em direção a deputada. “A Polícia Militar não poderia deixa-lo próximo dos manifestantes contrários. Poderia haver um início de conflito. A Polícia Militar retirou ele e deixou em um lugar mais afastado. Ele passou pelo meio do bloqueio e foi deixado fora. Em nenhum momento ele foi conduzido para dentro da delegacia da Polícia Federal”, diz o tenente Rafael Bitencourt.

A Polícia Federal disse que não vai se manifestar sobre o caso.

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