Política
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Mara Gabrilli deve ser anunciada como vice na chapa de Tebet

Mara Gabrilli está em seu primeiro mandato como senadora, por São Paulo, que termina em 2027; anúncio deve ocorrer hoje.

Danielle Brant - Folhapress - Renato Machado - Folhapress - 02 de agosto de 2022, 08:31

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

A senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) deve ser anunciada na manhã desta terça-feira (2) como vice na chapa da candidata à Presidência da República Simone Tebet (MDB).

A cúpula do MDB e da federação Cidadania-PSDB bateram o martelo sobre o nome da senadora tucana após reunião que se encerrou no início da noite desta segunda-feira (1º), na sede emedebista, em São Paulo. O evento do anúncio está programado para as 11h.

A informação de que Mara Gabrilli havia sido convidada e aceitado compor a chapa com a emedebista foi antecipada pela coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo.

Nesta segunda-feira, Tebet estava em São Paulo para a participação de evento na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e se reuniu com a cúpula dos partidos envolvidos na candidatura única. Participaram do encontro, além da senadora, os presidentes do MDB, Baleia Rossi; do PSDB, Bruno Araújo; e do Cidadania, Roberto Freire.

Tebet faria o convite pessoalmente a Mara Gabrilli nesta noite. A parlamentar do PSDB também ainda faria umas últimas consultas com correligionários. No entanto, a confirmação oficial do evento na terça-feira (2) pela campanha de Tebet indica que não deve haver reviravoltas.

"Oferecemos formalmente, nós PSDB e federação com Cidadania, ao MDB a análise do nome da senadora Mara Gabrilli. Temos a compreensão que representa muito bem a força da mulher brasileira, junto com a senadora Simone, tem um papel fundamental na sociedade", afirmou após encontro Bruno Araújo.

O MDB confirmou durante convenção nacional na semana passada o nome de Tebet como candidata ao Palácio do Planalto, com uma ampla maioria dos votos. No entanto, houve oposição nos estados que defendiam apoio já no primeiro turno a Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A federação PSDB-Cidadania também chancelou no mesmo dia, por unanimidade, o nome de Tebet.

Os partidos e também a União Brasil vinham há meses mantendo discussões para lançar uma candidatura única ao Palácio do Planalto, buscando romper a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro (PL) e Lula.

A União Brasil, no entanto, desistiu de integrar o bloco. A sigla havia lançado inicialmente o presidente Luciano Bivar (PE), que acabou desistindo no último fim de semana. A senadora Soraya Thronicke (MS) deve ser a candidata da União Brasil.

A indicação da tucana para o posto de vice na chapa acabou definida após o fim do imbróglio envolvendo alianças no Rio Grande do Sul, no fim de semana. O MDB decidiu retirar a candidatura ao governo estadual para apoiar Eduardo Leite (PSDB), retirando o último obstáculo para a aliança a nível nacional.

O nome de Mara Gabrilli não era a primeira opção de Tebet, que nos bastidores declarava a sua preferência pelo também senador Tasso Jereissati (PSDB-CE).

O parlamentar cearense, no entanto, vinha apresentando resistência a integrar a chapa. Jereissati vinha apresentando críticas à pré-candidatura, em particular sobre o trabalho da equipe de marketing.

Argumentava que a senadora tinha uma história política consistente, com atuações marcantes na Comissão de Constituição e Justiça e CPI da Covid, mas era mostrada nas peças de rádio e televisão como uma mulher mais ligadas às preocupações familiares e do lar.

Araújo minimizou a desistência de Tasso e afirmou que o nome de Mara Gabrilli também vinha sendo cogitado desde o início das tratativas.

No meio dessa indefinição, também se apresentou como nome para a vice a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA). Os tucanos, no entanto, não abriam mão da vice, em particular por essa ser a primeira vez em décadas que o partido não terá um nome disputando a Presidência.

Mara Gabrilli está em seu primeiro mandato como senadora -que termina em 2027. Por isso não terá problemas de ficar sem cargo, em caso de derrota nas eleições de outubro.

Ela também já foi deputada federal, vereadora e secretária municipal de São Paulo da Pessoa com Deficiência. A equipe de Tebet acredita que uma chapa formada exclusivamente por mulheres pode ser um fator importante para romper a polarização da corrida presidencial.

A senadora também figura como um nome que une a ala paulista do PSDB e a direção nacional do partido -relação que ficou estremecida após a polêmica envolvendo a candidatura e desistência do ex-governador João Doria.

Tebet tem enfrentado dificuldades para subir nas pesquisas de intenção de votos. Levantamento do Datafolha divulgado na semana passada apontou que ela conta com 2%, um ponto percentual a mais que o levantamento anterior.