Política
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Ministério da Justiça envia reforços federais à Guarapuava

Ministério designou reforços de equipes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para auxiliar nos trabalhos na cidade.

Redação - 18 de abril de 2022, 08:57

Marcelo Camargo/Agência Brasil
Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil, Anderson Torres, se manifestou na manhã desta segunda-feira (18) sobre o ataque em Guarapuava, na região Central do estado, promovido por uma quadrilha fortemente armada. O alvo dos bandidos era uma transportadora de valores.

Em sua conta pessoal no Twitter, o ministro informou que o Governo está atento aos desdobramentos da ação criminosa em Guarapuava, e que designou reforços de equipes da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para auxiliar nos trabalhos na cidade.

"Ministério da Justiça e Segurança Pública atento e operante para prender os responsáveis pelos ataques na cidade de Guarapuava. Reforços da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal já foram enviados à cidade. Estamos em coordenação com o governo local para prover todo o apoio necessário", disse o ministro.

Em outra publicação, Anderson Torres disse ainda que, no fim de março, o governo enviou ao Legislativo um Projeto de Lei que visa alterações na Lei de Organizações Criminosas (12.850/2013). Na visão do ministro, que também é delegado da PF, a proposta é essencial para coibir crimes "absurdos" como o ocorrido em Guarapuava. Se aprovado, o projeto ampliaria a pena máxima para esse tipo de crime de 8 para 20 anos de reclusão. "Conto com o apoio dos Parlamentares para aprovarmos", completou.

Agentes da PF estão nas imediações da empresa Proforte, alvo da ação criminosa, para o trabalho de perícia e investigação. Toda a área do entorno da transportadora de valores foi isolada pela polícia.

Além da PF e da PRF, outras forças de segurança atuam desde a noite de ontem em Guarapuava e região, como a Polícia Militar e a Polícia Civil. O esquadrão antibombas de Curitiba foi acionado para desarmar artefatos explosivos que foram deixados para trás pelo grupo. As buscas pelos cerca de 30 criminosos envolvidos continuam.

TERROR EM GUARAPUAVA

A quadrilha que causou pânicos aos moradores de Guarapuava e região estava fortemente armada. Fuzis e armas de grosso calibre, como a .50, podem ter sido usadas na ação, conforme as marcas de tiros e cartuchos que ficaram espalhados por diversos pontos da cidade.

A logística da quadrilha chamou a atenção das autoridades. O bando se dividiu em grupos para cercar a cidade. Alguns criminosos atearam fogo em veículos nos acessos à cidade, como na BR-277, e espalharam miguelitos pela pista - dispositivos pontiagudos usados para furar pneus.

Outros criminosos abordaram veículos pelas ruas de Guarapuava e utilizaram populares como reféns, enquanto o ataque à transportadora de valores Proforte ocorria. 

Após a ação, que durou aproximadamente três horas, eles fugiram sentido ao Interior do estado.