Política
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Ministério Público solapa Bolsonaro, diz Ricardo Barros

Para o deputado Ricardo Barros (PP-PR), agora não é o momento de o Congresso se debruçar sobre as polêmicas envolvendo o..

Folhapress - 28 de janeiro de 2019, 22:14

Foto: Agência Brasil
Foto: Agência Brasil

Para o deputado Ricardo Barros (PP-PR), agora não é o momento de o Congresso se debruçar sobre as polêmicas envolvendo o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Ele justifica que eventual investigação sobre o caso atrapalhará a tramitação da reforma da Previdência.

O congressista culpa o Ministério Público pelo fracasso da agenda econômica durante o governo de Michel Temer e sustenta que esse mesmo roteiro pode se repetir agora. "Quem é que está solapando o Bolsonaro? MP . Quem que vaza aquelas informações seletivamente?", questiona. "Agora vamos ficar votando CPI em vez de votar reforma?"

Barros vai disputar a presidência da Câmara como candidato avulso, ou seja, sem o apoio de seu partido, que ensaia lançar a candidatura do líder da sigla na Casa, Arthur Lira (PP-AL).

Para ele, o escândalo envolvendo o filho do presidente Jair Bolsonaro pode ficar para depois. "Não é hora de colocar o governo no 'corner', é hora de dar força para o governo fazer avançar o Brasil", disse Barros em entrevista à Folha de S.Paulo.

O deputado diz que sua candidatura é para valer, e não para aumentar o valor de seu passe para, mais na frente, receber o comando ou a relatoria de uma comissão. Ricardo Barros diz que a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) não significa renovação e dá detalhes do desentendimento entre o atual presidente da Câmara e o PP.

Afirma que o acordo era que Lira apoiasse Maia em troca do comando da CMO (Comissão Mista de Orçamento) para o PP, o que não ocorreu. "A candidatura do Arthur Lira mostra que, de fato, ele não estava com esta intenção de se manter no bloco do Rodrigo Maia e consolidar o espaço político da relatoria do Orçamento que o presidente Ciro Nogueira entendia que deveria ser a tarefa do líder. O Rodrigo topou, mas o Arthur não entregou. Na prática, foi isso", afirmou.

PERGUNTA - Esta eleição já tem uma série de candidatos, por que o sr. resolveu também se lançar?

RICARDO BARROS - Me apresento como um candidato capaz de cumprir o papel que a Câmara precisa desempenhar nesta legislatura. Um papel de protagonista. Precisa evitar o vacatio legis . Por que que não votamos reforma da Previdência? Porque ficamos votando

impedimento do presidente. Agora vamos ficar votando CPI em vez de votar reforma?

P. - Mas isso não dá uma sensação de impunidade, de estar fazendo vista grossa?

RB - Não é hora de colocar o governo no 'corner', é hora de dar força para o governo fazer avançar o Brasil. Isso não precisa ser resolvido hoje, pode resolver depois. A reforma tem que ser resolvida hoje.