Ministro da Ciência afirma que INPE deve continuar monitorando desmatamento na Amazônia

Ana Flavia Silva - BandNews FM Curitiba

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Em visita a Curitiba, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Marcos Pontes, disse que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) tem total acesso às informações divulgadas pelo INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). E falou que o órgão deve continuar monitorando o desmatamento na Amazônia.

Pontes disse, ainda, que acessar os dados antes da divulgação não significa que Bolsonaro possa alterá-los. A fala do ministro é uma resposta ao presidente que, no início da semana, reafirmou que não pode ser pego de surpresa com as informações divulgadas pelo Instituto.

“Na verdade o que acontecia antigamente – até o ano passado – era que os dados primeiro eram passados ao Ibama e, depois de cinco dias, eram divulgados na página. Quanto ao presidente [Jair Bolsonaro], ele tem acesso a todos os dados do País. Ele é o presidente da República. Ter acesso aos dados não significa fazer modificações”, ponderou o ministro da Ciência.

O Ibama lançou nesta semana um edital para contratar uma empresa privada para monitorar o desmatamento na Amazônia. A decisão veio depois de uma série de críticas do presidente aos dados que atualmente são captados pelo INPE. O episódio levou à exoneração do diretor do instituto, Ricardo Galvão, no início do mês.

O ministro da Ciência, no entanto, amenizou a situação e garantiu que o Instituto continuará atuando na Amazônia. Marcos Pontes afirma que vai participar da audiência pública aprovada pela Comissão de Meio Ambiente (CMA) para discutir o futuro do órgão.

“Eu sempre participo porque acho muito bom poder trazer informações. A situação do INPE é completamente normal: continua sendo uma das nossas instituições de maior prestígio internacional. Com relação aos cálculos, monitoramento e análise de dados de desmatamento, isso continua sendo feito. Agora será feito [de forma] ainda melhor, com a participação do Ministério do Meio Ambiente, com recursos para melhorar o sistema”, afirmou.

“Temos que ver que o INPE é um ‘fornecedor’. O Ibama é o nosso ‘cliente’. Então o cliente pediu que nós tenhamos mais precisa e mais velocidade? Nós vamos atender com o auxílio deles para melhorar o sistema. O resultado tem que ser a melhoria dos dados para que o combate ao desmatamento feito pelo Ministério do Meio Ambiente seja melhor”, completou Marcos Pontes.

Ministro da Ciência comenta privatizações

Marcos Pontes falou ainda sobre a privatização de nove estatais anunciadas pelo governo federal – entre elas os Correios, que fazem parte da pasta administrada por ele.

“São estudos. É importante fazer essa diferenciação. São feitos estudo técnicos para analisar quais as melhores alternativas da participação privada nessas empresas, quais são as melhores alternativas ou soluções de gestão e eficiência dessas empresas. E ao final desses estudos é que se chegará a uma conclusão”, amenizou.

O ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações veio a Curitiba a convite do deputado estadual Emerson Bacil (PSL). O ministro participou de reuniões com empresários, industriais e entidades ligadas à tecnologia no estado e recebeu o título de cidadão honorário na Assembleia Legislativa do Paraná.

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