Sem fé em Deus, jovens viraram ‘zumbis existenciais’, diz ministro da Educação

Redação

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou nesta quinta-feira (10) que parte dos jovens e adolescentes, sem fé em Deus e sem propósitos, está mais suscetível ao suicídio. A declaração foi dada durante o lançamento de políticas de prevenção à mutilação e suicídio, em alusão ao Setembro Amarelo.

“Temos hoje no Brasil, no meu diagnóstico, por essa quebra de absolutos e certezas, verdadeiros zumbis existenciais, que não acreditam mais em nada, de Deus a política. Eles não têm nenhuma motivação”, disse, acrescentando que esse estado de coisas faz parte de “pedagogias equivocadas”.

O ministro da Educação, que é pastor presbiteriano, atribuiu o problema no Brasil ao fato dos adolescentes terem perdido “todas as certezas”. “A grande moda dos sociólogos e dos filósofos, e de algumas correntes políticas hoje, é destruir tudo, é desconstruir tudo. Mas o pior é que não se coloca nada no lugar, deixam um vazio”, criticou.

A opinião do ministro-pastor não tem fundamentos sólidos. Estudos científicos divergem sobre a relação entre suicídio e religiosidade. Enquanto uma corrente defende o caráter protetor da religião, outra considera um fator de risco. O papel da religiosidade neste contexto sofre variações de acordo com a cultura.

MINISTRO DA EDUCAÇÃO E MINISTRO DA SAÚDE FALAM SOBRE SETEMBRO AMARELO

Além do ministro da Educação, Milton Ribeiro, o ministro interino da Saúde também participou do lançamento de políticas de prevenção à mutilação e ao suicídio. Eduardo Pazzuello voltou a destacar as quatro ondas ligadas à pandemia da covid-19.

De acordo com ele, além do contágio pela doença, o País também enfrenta mortes causadas por doenças não tratadas, seguidas das mortes pela violência doméstica.

“A quarta onda está baseada no que estamos tratando hoje, depressão, automutilação e suicídio, já está acontecendo como resultado da pandemia. Se não tratarmos, perderemos mais pessoas para a pandemia”, alertou.

CVV – CENTRO DE VALORIZAÇÃO DA VIDA

No Brasil, o CVV – Centro de Valorização da Vida realiza ações de apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo de forma voluntária e gratuita todas as pessoas que querem ou precisam conversar.

O sigilo é absoluto, e o contato pode ser feito por telefone 188, email ou chat, 24 horas por dia, a qualquer dia da semana.

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