Moro bloqueia R$ 50 milhões de ex-chefe de gabinete de Richa e outros alvos Lava Jato

Andreza Rossini

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pelas ações em primeira instância da Operação Lava Jato, determinou o bloqueio de R$ 50 milhões de Deonilson Roldo, ex-chefe de gabinete do ex-governador Beto Richa, e de outros alvos da Operação Piloto, nova fase da Operação Lava Jato.

Foram bloqueados R$ 10 milhões de cada um dos cinco investigados da 53ª fase da Operação, a pedido do Ministério Público Federal e da Polícia Federal.  São investigados os crimes de corrupção ativa e passiva, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.

“Não importa se tais valores, nas contas bancárias, foram misturados com valores de procedência lícita. O sequestro e confisco podem atingir tais ativos até o montante dos ganhos ilícitos. Considerando os valores da propina acertada, cinquenta milhões de reais, resolvo decretar o bloqueio das contas dos investigados até esse montante”, despacha Moro.

A operação investiga o suposto pagamento de vantagem indevida, em 2014, pelo Setor de Operações Estruturadas do Grupo Odebrecht, a agentes públicos e privados no Paraná, em contrapartida ao possível direcionamento do processo licitatório para duplicação, manutenção e operação da rodovia estadual PR-323, na modalidade parceria público-privada.


Também é alvo de prisão nesta fase Jorge Theodócio Atherino, empresário apontado como “operador financeiro” do ex-governador e a esposa, Flora Leite Atherino, e Tiago Correia Adriano Rocha, indicado como braço-direito de Jorge, e responsável por diversas transações financeiras dos empreendimentos do executivo.

O ex-governador Beto Richa também foi preso na manhã de ontem, em uma outra operação, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná (MP-PR). Na Lava Jato, a casa de Richa foi alvo de mandado de busca e apreensão.

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