“Não podemos apenas dizer e daí”, diz Moro sobre 100 mil mortes por covid-19

Redação

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O ex-ministro Sergio Moro alfinetou o presidente Jair Bolsonaro neste sábado (8) após o Brasil superar a marca de 100 mil mortes causadas pela covid-19. Conforme o consórcio de veículos de comunicação, que leva em conta os números das secretarias estaduais, são 2.988.796 pessoas infectadas pelo vírus.

Não podemos nos conformar, nem apenas dizer #CemMilEdaí. São mais de 100 mil mortos; 100 mil famílias que perderam entes para a Covid. Que a ciência nos aponte caminhos e que a fé nos dê esperança”, publicou Moro em seu Twitter.

A postagem não cita diretamente, mas remete ao comentário de Bolsonaro no dia 28 de abril. “E daí? Lamento, quer que eu faça o quê? Sou Messias, mas não faço milagre”, disse o presidente ao ser questionado sobre os números de vítimas da doença.

A fala do presidente aconteceu quatro dias depois de Moro pedir demissão como ministro de Justiça e Segurança Pública e anunciar a saída do governo federal. Na época, o país tinha quebrado o recorde de mortes – 474 óbitos registrados em 24 horas. Hoje, o Brasil se tornou o segundo país do mundo, assim como os Estados Unidos, a alcançar a marca de 100 mil mortes.

Atualmente Moro está em Curitiba e vê o apoio de empresários e movimentos para que seja candidato à Presidência da República nas eleições de 2022.

Na última quinta-feira (6), Bolsonaro voltou a comentar sobre o número de vítimas do coronavírus ao saber que a marca de 100 mil se aproximava. “Vamos tocar a vida e buscar uma maneira de se safar desse problema”.

100 MIL PESSOAS JÁ MORRERAM NO BRASIL POR COVID-19

O primeiro óbito do Brasil foi registrado em 12 de março, na cidade de São Paulo, também a primeira a notificar um caso de Covid-19 no Brasil, em 26 de fevereiro.

Hoje, quase cinco meses após a primeira morte, o número supera as mortes registradas pela gripe espanhola, quando cerca de 35 mil brasileiros foram a óbito entre 1918 a 1919, e também na Guerra do Paraguai, marcada pela morte de 50 mil brasileiros entre 1864 a 1870.

Ou seja, a covid-19 é a maior tragédia da história do país.

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