Moro critica campanha contra a Lava Jato: “está beirando o ridículo”

Redação

Moro Lava Jato

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro, criticou a perseguição que a Operação Lava Jato vem sofrendo.

“Sou grande defensor da liberdade de imprensa, mas essa campanha (…) a favor da corrupção está beirando o ridículo. Continuem, mas convém um pouco de reflexão para não se desmoralizem. Se houver algo sério e autêntico, publiquem por gentileza”, disparou o ex-magistrado pelo Twitter.

A Lava Jato vem sofrendo ataques desde o dia 9 de junho, quando o site The Intercept publicou supostas mensagens entre procuradores da Lava Jato e Moro. O objetivo vai sendo desestabilizar toda a operação, responsável por 155 pessoas condenadas em 242 sentenças nos cinco anos de duração. Além disso, as imagens de Moro e do procurador Deltan Dallagnol também vão sofrendo ataques.

Vale lembrar que o Ministério Público Federal (MPF) está investigando uma ação criminosa de um hacker dias antes da primeira divulgação. O indivíduo teria invadindo e clonado aparelhos celulares dos procuradores. Por fim, o outros alvos do ataque cibernético foram os familiares dos profissionais que trabalham na Lava Jato.

Na semana passada, o MPF soltou uma nota pública. O objetivo do texto é ressaltar a compreensão das dimensões dos direitos humanos e o enfrentamento à corrupção. Além disso, também discorre sobre o direito à informação e da liberdade de imprensa.

LAVA JATO

A primeira fase foi deflagrada no dia 17 de março de 2014 e 60 fases já foram realizadas até aqui. A operação é conduzida por uma força-tarefa composta por membros da Polícia Federal, Ministério Público Federal, Receita Federal, Banco Central e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Cerca de R$ 2,5 bilhões já foram devolvidos à Petrobras. A estatal foi quem teve o maior prejuízo com os esquemas de corrupção que também envolveram empresários, políticos e partidos do país.

E ainda há R$ 11,5 bilhões a serem ressarcidos ao erário, conforme acordos já firmados com a Justiça Federal. Além disso, em 13 acordos de leniência com empresas envolvidas, há previsão de ressarcimento de R$ 13 bilhões. Valor que, segundo dados do Ministério Público Federal (MPF), ainda pode chegar a R$ 40 bilhões.

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