Moro deixa exoneração para janeiro e pede férias da Justiça Federal

Roger Pereira


Confirmado como futuro ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro, o juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, responsável pelas ações penais da Operação Lava Jato, precisa pedir exoneração da magistratura para assumir o cargo no governo federal. Em ofício enviado nesta segunda-feira ao corregedor regional da Justiça Federal da 4ª Região, desembargador federal Ricardo Teixeira do Valle Pereira, Moro informa que pedirá para deixar o cargo apenas em janeiro, data da posse. No entanto, ele reconhece não ter mais condições de seguir à frente dos casos relacionados à Operação Lava Jato e, por isso, solicita férias até o recesso de final de ano da Justiça Federal.

No ofício, Moro diz que aceitou o novo cargo com “profundo pesar”, pois terá que exonerar-se da magistratura. “Pretendo realizar isso no início de janeiro, logo antes da posse no novo cargo. Até então, reputo salutar afastar-me da jurisdição dos casos judiciais relacionados à Operação Lava Jato, com o que evitar-se-á controvérsias desnecessárias”, escreve o juiz, informando, assim, sua decisão por gozar de “várias férias” que acumulou durante seu período de magistratura. “As férias também permitirão que inicie as preparações para a transição de Governo e para os planos do Ministério”, afirma Moro.

Sem um pedido de exoneração de Moro até o final do ano, a Justiça Federal do Paraná não poderá selecionar o novo titular da 13ª Vara Federal, uma vez que o cargo não estará vago. Enquanto isso, a Lava Jato será conduzida pela juíza substituta da Vara, Gabriela Hardt, que, segundo Moro, a juíza substituta já está ciente e aquiesceu com a solicitação do magistrado e futuro ministro.

Previous ArticleNext Article
Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal