Audiência do Roda Viva com Moro explodiria com jornalista do Intercept, diz Glenn

Redação

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Glenn Greenwald disse hoje (14) que a audiência do Roda Viva explodiria caso um jornalista do Intercept participasse da entrevista de Sergio Moro, ministro da Justiça e Segurança Pública.

O ex-juiz federal foi confirmado como entrevistado do programa na próxima segunda-feira (20), que terá a estreia de Vera Magalhães no comando. O programa, da TV Cultura, é reconhecido por levar jornalistas de diferentes veículos para participar da entrevista ao convidado semanal.

“É muito óbvio que convidar um jornalista do Intercept para participar da entrevista de Sergio Moro explodiria a audiência desse programa“, publicou o jornalista em seu Twitter.

Além disso, Glenn também afirmou que Moro tem medo de ser entrevistado por algum jornalista do site que ficou marcado pela publicação de conversas atribuídas a Moro e Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, revelando supostas irregularidades na operação.

A única razão para não fazer isso é o medo de Moro e deixá-lo — escandalosamente — ditar quem está lá. #InterceptNoRodaViva”, completou.

A hashtag foi compartilhada por milhares de usuários na rede social e se tornou um dos assuntos mais comentados do dia.

Em certo momento, ele ainda elevou o tom e declarou que será “indesculpável” e “um tanto covarde” se o Roda Viva não chamar alguém do Intercept para a discussão.

Um grande problema é que a maioria das instituições brasileiras – incluindo a grande mídia – tem tido medo de Sergio Moro e o tratava como um herói. Muitos, liderados pela Folha e Veja, reconheceram isso. Deixá-lo no Roda Viva  sem sérios desafios repetiria essa desgraça”, completou ele.

Outra jornalista do Intercept, Amanda Audi, também falou sobre a possibilidade. Ao declarar que o Roda Viva “quase nunca convida jornalistas de fora da grande mídia”, revelou que está ansiosa para ver os questionamentos feitos a Moro.

“Nem tenho esperanças que irão chamar o Intercept para a entrevista de Moro. Mas quero ver se os convidados vão fazer as perguntas que têm que ser feitas. Se não fizerem, é porque foi joguinho combinado”, opinou.

Inclusive, a hashtag utilizada por ele é a segunda mais utilizada no Twitter durante a tarde desta terça-feira (14).

INTERCEPT x MORO

O Intercept foi quem divulgou conversas atribuídas a Moro e Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, revelando supostas irregularidades na operação. Depois de um tempo, outros veículos como UOL, Veja e Folha de S. Paulo também participaram da publicação das conversas.

Contudo, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal não reconhecem as mensagens por terem sido originadas de um ataque de supostos hackers. Quatro suspeitos foram presos e seis já foram indiciados na Operação Spoofing, que investiga o caso. No interrogatório, um deles admitiu que encaminhou as mensagens ao jornalista Glenn Greenwald, fundador do Intercept, de forma anônima, voluntária e sem cobrança financeira.

Na época, o Intercept manifestou que não comenta comenta sobre suas fontes e que esperava que a PF tivesse  “autonomia para conduzir uma investigação isenta” após Moro ligar o grupo de hackers ao site.

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