Moro divulga mensagens em que Bolsonaro mostra preocupação com CPI das Fake News

Jorge de Sousa

Moro defesa assiantura valeixo

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, divulgou trechos de mensagens do WhatsApp para o Jornal Nacional da Rede Globo em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, se mostrou preocupado com as investigações da Polícia Federal na área da CPI das Fake News.

Na conversa, Bolsonaro cita que a “PF (Polícia Federal) na cola de 10 a 12 deputados bolsonaristas” e cita que esse é mais um motivo para a troca de Maurício Valeixo da direção geral da corporação.

Moro então responde o presidente afirmando que o inquérito é conduzido pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes. O ex-ministro pontua que Moraes autorizou todas as diligências, quebras e buscas desse caso.

A CPI das Fake News é formada por deputados e senadores e desde 2019 investiga casos de notícias falsas e de assédio nas redes sociais. No início das investigações o foco era apenas as eleições de 2018, mas as análises avançaram e empresas e políticos seguem sendo investigados.

Recentemente o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM), prorrogou o prazo das investigações até o final da pandemia do coronavírus. A medida desagradou o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), que havia solicitado ao STF que encerrasse as ações da CPI das Fake News.

MORO TAMBÉM DIVULGA CONVERSA COM CARLA ZAMBELLI

Também foi divulgado por Sergio Moro para o Jornal Nacional uma conversa do ex-ministro com a deputado federal Carla Zambelli (PSL).

Na conversa, Zambelli pede que Moro aceite Alexandre Ramage -que foi nomeado na noite desta sexta-feira como novo diretor-geral da PF. A deputada lembra que Moro com isso poderia ir no mês de setembro para o STF e que iria insistir para que Jair Bolsonaro fizesse essa indicação.

Moro então responde que “não está a venda” e Zambelli retorna dizendo que “se existe alguém no Brasil que não está a venda é o senhor”. A deputada ainda aponta que a saída do ex-ministro iria fazer com que milhões de brasileiros deixassem a base do governo.

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