Política
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Moro prega crescimento responsável ao Brasil em visita a Curitiba

O pré-candidato à presidência da República, Sergio Moro, participou de reunião com representantes do setor comercial em Curitiba (PR), nesta terça-feira (25).

25 de janeiro de 2022, 14:16

Gian Galani/ACP
Gian Galani/ACP

O pré-candidato à presidência da República e ex-juiz Federal, Sergio Moro (Podemos), participou de uma reunião com representantes do setor comercial na sede da ACP (Associação Comercial do Paraná), em Curitiba (PR), nesta terça-feira (25).

Moro reforçou que sua campanha eleitoral e criticou concorrentes na disputa como o atual presidente Jair Bolsonaro (PL) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Tenho visto com grande preocupação as discussões não apenas sobre a paralisação das reformas. Ainda há a ameaça da quebra do teto de gastos. Isso é equivalente a exigir que o cidadão comum dê um cheque em branco para o seu governante”, pontuou Moro.

O pré-candidato ainda defendeu um projeto econômico pautado por um ‘crescimento responsável’ com foco no aumento da geração de emprego e renda para a população.

“As respostas para essas questões não podem ser feitas se não formos responsáveis, utilizando os recursos que existem da forma mais responsável. Nós queremos um projeto que seja consistente para apresentarmos aos brasileiros e colocarmos o Brasil no lugar que ele merece”, prosseguiu Moro.

MORO CONTESTA TCU E AFIRMA QUE IRÁ DIVULGAR CONTRATO COM CONSULTORIA

Após solicitação do TCU (Tribunal de Contas da União) para divulgação do contrato entre Moro com a consultoria Alvarez & Marsal, o candidato afirmou que irá revelar os valores publicamente, mas que não vai aceitar a ação do órgão federal.

“Esse processo é abusivo. Muita gente que recebeu suborno quer uma vingança contra quem os condenou. Eu jamais recebi um tostão de qualquer empresa envolvida na Lava Jato. Quem fala isso, mente”, rechaçou Moro.

A Alvarez & Marsal participou do processo de recuperação judicial da Odebrecht, além de ter recebido honorários de outras empreiteiras como a OAS, UTC e Galvão Engenharia, todas empresas investigadas pela Operação Lava Jato, na qual Moro atuou como juiz.

“Quem trabalhou para a Odebrecht foi o Lula e recebeu milhões de reais de empresas investigadas na Operação Lava Jato. Os outros dois (Bolsonaro e Lula) não tem autoridade moral para falar uma vírgula sobre esse assunto”, finalizou Moro.

ACP SE DIZ ABERTA PARA OUTROS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA

O presidente da ACP, Camilo Turmina, declarou que a entidade está aberta para que outros candidatos nas eleições gerais de 2022 possam divulgar e discutir seus planos de governo.

“As portas do setor produtivo estão abertas e não tem cores e nem partido. Defendemos a livre iniciativa e criar condições para que todos se mantenham. Porque a maior parte dos empregos são gerados nas pequenas empresas”, pontuou Turmina.

Além de Moro, a ACP recebeu recentemente o pré-candidato a presidente da República pelo Partido Novo, Felipe d’Ávila.

“É importante que eles saibam qual o espírito do empresário e do lojista durante nesse momento de sobrevivência e até de morte de muitos empresários”, completou Turmina.

Ainda participaram do evento os senadores Álvaro Dias (Podemos-PR), Flávio Arns (Podemos-PR) e Oriovisto Guimarães (Podemos-PR).

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