Moro volta a Brasília, nesta segunda, pela primeira vez desde que deixou o governo

Ana Cláudia Freire

Ex-ministro Sergio Moro deve ter acesso ao vídeo da reunião ministerial que aconteceu no dia 22 de abril
Ministro Sergio Moro tem realizado um bvom trabalho no Ministério, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisa

O ex-ministro Sergio Moro retorna a Brasilia nesta segunda-feira (11), pela primeira vez desde que deixou a sua pasta no Governo. A viagem está confirmada para o fim do dia.

Moro deverá ter acesso ao vídeo solicitado pela PGR (Procuradoria Geral da República) com a gravação da reunião ministerial, citada por ele em seu depoimento à Polícia Federal, no sábado ( 2), em Curitiba.

Na ocasião, Sergio Moro alegou que outros representantes do governo poderiam confirmar a interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), na autonomia da Polícia Federal.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal), o acesso ao conteúdo do vídeo da reunião citada por Moro.

No sábado (9), o STF autorizou que o Sergio Moro, a PGR, a delegada da PF, Christiane Corrêa Machado, e a AGU tivessem acesso ao conteúdo, que será divulgado, uma única vez, em Brasília.

A AGU (Advocacia-Geral da União) fez a entrega do vídeo sem edições, com a íntegra do conteúdo da reunião que aconteceu no dia 22 de abril.

O Planalto não queria entregar o material, alegando que conteúdo era de interesse de estado.

MAURÍCIO VALEIXO É O PRIMEIRO A DEPOR

Maurício Valeixo, ex-diretor geral da PF (Polícia Federal), chegou à sede da PF em Curitiba, por volta das 09h50, da manhã desta segunda-feira (11).

Ele está sendo ouvido pelos investigadores que atuam no inquérito que apura a suposta interferência política do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O inquérito foi aberto após relatos do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, durante seu pedido de demissão do cargo. Moro prestou depoimento no dia dois de maio em Curitiba.

Maurício Valeixo vai ser ouvido após ‘pedir’ sua demissão e, Sergio Moro, afirmar que Bolsonaro pedia o nome de Maurício desde agosto de 2019. O inquérito foi autorizado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e vai investigar as acusações contra o Governo Bolsonaro.

NOVAS OITIVAS ENVOLVE DELEGADOS, MINISTRO E DEPUTADA

Até quinta-feira (14), nomes envolvidos no inquérito que investiga a suposta interferência política de Jair Bolsonaro (sem partido) serão ouvidos pela PF (Polícia Federal). A acusação foi feita pelo ex-ministro da Justiça Sergio Moro durante seu pedido de demissão.

Nesta segunda-feira (11), três nomes serão ouvidos na oitiva. O ex-diretor geral da PF Maurício Valeixo está sendo ouvido pela manhã, em Curitiba.

No período da tarde, Alexandre Ramagem -que teve seu nome indicado para substituir Valeixo- e Ricardo Saadi -ex-superintendente da PF no Rio de Janeiro- serão ouvidos em Brasília.

Já na terça-feira (12), no Palácio do Planalto, durante a tarde, serão ouvidos os ministros Walter Braga Netto -Casa Civil-, Augusto Heleno -Gabinete de Segurança Institucional- e Luiz Eduardo Ramos -Secretaria de Governo.

A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) será ouvida na quarta-feira (13), juntamente com os delegados Carlos Henrique de Oliveira Souza, Alexandre da Silva Saraiva e Rodrigo de Melo Teixeira.

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Jornalista - Chefe de Redação do Paraná Portal