General Mourão defende Bolsonaro em polêmica com Congresso: “não atacou as instituições”

Redação

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O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou na tarde desta quarta-feira (26) que o presidente Jair Bolsonaro “não atacou as instituições” ao compartilhar um vídeo de convocação para manifestações contra o Congresso.

Conforme o militar, as instituições “estão funcionando normalmente” e que “protestos fazem parte da democracia”.

Além disso, Mourão disse que não autorizou o uso de sua imagem no vídeo.

O vídeo que acompanha a convocação tem fortes traços de culto à personalidade, comum em regimes antidemocráticos. Além disso, ao convocar apoiadores, Bolsonaro afirma que “o Brasil é nosso”. Ele também critica os “políticos de sempre”, embora atue em cargos eletivos desde 1989. Por fim, a mensagem também pode ser interpretada como antidemocrática.

O conteúdo do vídeo foi duramente criticado por congressistas e pela ala progressista da sociedade. Os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello e Gilmar Mendes, repudiaram a atitude, assim como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Roussefff.

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, também condenou a atitude sem citar Bolsonaro diretamente. “Criar tensão institucional não ajuda o País a evoluir. O Brasil precisa de paz e responsabilidade para progredir”, disse ele.

“Só a democracia é capaz de absorver sem violência as diferenças da sociedade e unir a Nação pelo diálogo. Acima de tudo e de todos está o respeito às instituições democráticas”, completou Maia, apropriando-se do slogan de Bolsonaro nas eleições em 2018.

BOLSONARO ANTECIPA VOLTA A BRASÍLIA

Em meio ao debate sobre o compartilhamento nas redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro voltou a Brasília na tarde desta quarta-feira (26) após passar o Carnaval no Forte dos Andradas, unidade militar no Exército no Guarujá, no litoral de São Paulo.

Ele evitou a imprensa em sua chegada e não tem nenhum compromisso oficial previsto para hoje, de acordo com o Palácio do Planalto. Por fim, a expectativa é que Bolsonaro encaminhe a proposta da reforma administrativa ao Congresso Nacional. O projeto pretende mudar os direitos de servidores federais, incluindo revisão de salários iniciais e redução no número de carreiras.

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