Militar preso com cocaína em avião da FAB passava por dificuldades financeiras, diz Mourão

Angelo Sfair

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O presidente da república em exercício, general Hamilton Mourão, disse nesta sexta-feira (28) que o militar da Aeronáutica preso com 39 kg de cocaína passa por dificuldades financeiras. O segundo-sargento Manoel Silva Rodrigues foi preso na Espanha. Ele prestava suporte à comitiva do presidente Jair Bolsonaro (PSL), que participa da cúpula do G20 em Osaka, no Japão.

“O rapaz estava em dificuldades financeiras e resolveu tentar a via mais fácil. Ele se deu mal. Saibam que 39kg de cocaína rendem R$ 16 milhões na venda da droga”, disse Mourão.

O general comentou a situação em um encontro com empresários em Curitiba promovido pela Associação Comercial do Paraná (ACP). Hamilton Mourão também falou sobre a forma como os assuntos relacionados ao governo federal repercutem. Para o militar, as críticas são excessivas.

“Nunca um governo brasileiro foi tão criticado em seu início como o nosso. O copo, às vezes, está meio cheio ou meio vazio. O nosso está sempre meio vazio”, reclamou o presidente em exercício, ao analisar os primeiros seis meses de governo.

Mourão reconheceu que o PSL, partido do presidente, tem dificuldades de organização. Sem citar nomes, o general disse que parte dos conflitos internos se deve à “picuinhas”. Ele atribuiu esse tipo de comportamento à inexperiência.

“Isto já diminuiu muito e vai sumir daqui a pouco”, previu.

Críticas à ONU

O presidente em exercício permanecerá no cargo até que Jair Bolsonaro retorne do Japão, onde participa da 14.ª reunião da Cúpula do G20, em Osaka. Aos empresários paranaenses, Hamilton Mourão disse que o governo é vítimas de ataques externos.

O general reclamou da postura da ONU (Organização das Nações Unidas). Para Mourão, a entidade fala “sem conhecimento de causa”.

“A ONU cita Bolsonaro como o substituto de Átila – o Rei dos Hunos – no mundo atual. A ONU não consegue resolver os conflitos do mundo e opina sobre a política interna dos países sem conhecê-las”, disparou.

Depois do almoço com o empresariado – no qual defendeu a reforma da Previdência e emitiu um alerta sobre a dívida pública brasileira, que alcançou 78% do PIB (Produto Interno Bruto) -, Hamilton Mourão foi até o Regimento de Polícia Montada da Polícia Militar do Paraná, em Curitiba, onde participou da solenidade em homagem aos 140 anos da corporação.

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