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Covid-19: MP pede que governo do Paraná explique a não prorrogação do decreto

O MP-PR (Ministério Público do Paraná) ajuizou uma ação civil pública para que a Justiça determine que o governo do Para..

Redação - 20 de agosto de 2020, 13:51

Predio Publicos - MPF-PR - Ministerio Publico do Paraná.
Foto: Geraldo Bubniak/AGB
Predio Publicos - MPF-PR - Ministerio Publico do Paraná. Foto: Geraldo Bubniak/AGB

O MP-PR (Ministério Público do Paraná) ajuizou uma ação civil pública para que a Justiça determine que o governo do Paraná apresente os documentos que embasaram a não prorrogação do decreto estadual que impôs restrições preventivas durante a pandemia de covid-19.

O processo foi aberto por meio das Promotorias de Justiça de Proteção à Saúde Pública de quatro macrorregiões de saúde do Paraná: Curitiba, Londrina, Maringá e Cascavel.

Segundo o MP, o governo negou-se a indicar as referências técnicas da nota emitida no dia 14 de julho, quando anunciou a não prorrogação do decreto. No dia 17 daquele mês, o Ministério Público se posicionou contrário à decisão e afirmou que o fim da quarentena no Estado era um retrocesso.

Além disso, afirma que foi enviado um ofício ao secretário estadual da Saúde, Beto Preto, "a fim de melhor conhecer a motivação, a justificativa utilizada para a não prorrogação do referido Decreto, bem como ter acesso aos critérios ou parâmetros pelos quais se pauta o Estado do Paraná diante dos possíveis riscos decorrentes da pandemia”.

Sem resposta, o MP optou por acionar o Poder Judiciário para "conseguir conhecer as informações perseguidas" e então compreender se a decisão foi tomada com base em justificativas técnicas. Caso o MP avalie que não foi uma decisão estratégica em prol da saúde do Estado, poderá ser aberta um novo processo.

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O MPPR ressaltou que ainda não existe o conhecimento dos parâmetros usados pelo governo do Paraná para deixar de prorrogar as medidas restritivas contra a covid-19 estabelecidas no decreto e nem mesmo os indicadores usados na avaliação de riscos.

Isso, na visão das promotorias, é uma afronta aos princípios constitucionais de publicidade, eficiência e motivação.

Nesse contexto, a ação requer que o governo estadual informe detalhadamente a orientação da vigilância epidemiológica que fundamentou a decisão de não prorrogação do decreto, se houve embasamento em outros parâmetros e qual a matriz a ser seguida pelo Estado nesse período de pandemia.