Política
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MPF apresenta 25ª denuncia contra Sérgio Cabral na Lava Jato

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou a 25ª denúncia contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Des..

Redação - 21 de agosto de 2018, 20:00

Foto: José Lucena/Futura Press/Folhapress
Foto: José Lucena/Futura Press/Folhapress

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou a 25ª denúncia contra o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. Desta vez, ele é acusado dos corrupção passiva por recebimento de propina no valor de R$ 78.924.800,00 da empreiteira Odebrecht. O valor foi cobrado por obras de urbanização na Comunidade do Alemão – PAC Favelas, construção do Arco Metropolitano (Lote 01), reforma do Maracanã para a Copa do Mundo de 2014 e construção da Linha 4 do Metrô do Rio de Janeiro.

Além de Cabral, foram denunciados o ex-secretário de Estado Wilson Carlos, o ex-secretário de Obras Hudson Braga, o ex-assessor da Secretaria de Obras do Rio de Janeiro Wagner Jordão, e o diretor da Riotrilhos Heitor Lopes.

De acordo com o MPF, a denúncia foi baseada nas investigações das operações Calicute, Eficiência e Tolypeutes, no âmbito da Operação Lava Jato. Além disso, o MPF completa que acrescentou elementos das colaborações premiadas firmadas por executivos da Odebrecht, das empreiteiras Andrade Gutierrez e Carioca Engenharia, além de doleiros que operavam para Cabral.

DENÚNCIA

Conforme a denúncia, logo após assumir o governo em 2007, o ex-governador e Wilson Carlos solicitaram à Odebrecht o pagamento de uma mesada no valor de R$ 1 milhão. Inicialmente, Cabral e Wilson Carlos pediram 5% do valor dos contratos, valor que foi negociado pela Odebrecht. Assim, foi efetivamente pago o valor de R$ 8.596.800,00 pelas obras do PAC Favelas – Alemão e Arco Metropolitano; R$ 8,5 milhões pela reforma do Maracanã; e R$ 59,2 milhões pelas obras da Linha 4 do metrô.

Além disso, segundo o MPF, foi identificado o pagamento de R$ 1.428.000,00 a Hudson Braga, com o consentimento de Cabral e a participação de Wilson Carlos e Wagner Jordão, a título de taxa de oxigênio. O valor corresponde a 1% do pago pelas obras do PAC Favelas – Alemão e Arco Metropolitano, distribuído em parcelas mensais para “oxigenar” a estrutura da Secretaria de Obras.

Ainda conforme a denúncia, Heitor Lopes é acusado de receber, ao menos, R$ 1,2 milhão em vantagem indevida, correspondente a 0,125% dos pagamentos recebidos pela Odebrecht pelas obras da linha 4 do metrô do Rio de Janeiro.

O MPF afirma que antes mesmo da publicação do edital de licitação das obras do PAC Favelas, já se sabia quais seriam as empresas vencedoras, havendo um acerto entre elas para que uma não atrapalhasse a pretensão de outra e para que se desse cobertura em relação às propostas a serem apresentadas. Os pagamentos eram realizados pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht. Nas planilhas de registro da empreiteira, Cabral era identificado com o codinome Proximus.