MPF investiga empresas acusadas de casarem licitações de eletrônicos com o Poder Público

Redação

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6.677 processos de licitações de eletrônicos com o Poder Público em todo o país estão sendo investigados pelo MPF (Ministério Público Federal), devido a suspeita de irregularidades nesses processos. Essas ações fazem parte da Operação Epagoge, deflagrada nesta quinta-feira (30) pelo MPF, em conjunto com a CGU (Controladoria Geral da União) e a PF (Polícia Federal).

A JFPR (Justiça Federal do Paraná) autorizou aos agentes da PF que fossem cumpridos cumpridos mandados de busca e apreensão e bloqueio de bens nas empresas investigadas.

Entre 2010 e 2019, as empresas participantes do grupo firmaram contratos com o Poder Público com valores acima dos R$ 60 milhões. Esses números equivalem apenas as compras dos eletrônicos registrados.

As investigações apontam que essas empresas atuam há vários anos ‘casando’ as licitações, prejudicando dessa forma a concorrência desses processos. O uso dos dados da CGU do Sistema Integrado de Administração de Serviços Gerais (DW-SIASG) foi de grande auxílio na ação, com essa ferramenta oferecendo todas as bases de dados do Comprasnet, incluindo licitações, fornecedores, contratos e empenhos.

Ainda de acordo com o MPF, todas essas empresas eram geridas dentro de um mesmo núcleo, algumas delas tendo funcionamento no mesmo endereço e com sócios idênticos. Dessa forma, essas empresas garantiam que a proposta de interesse desse grupo sempre fosse a vencedora. Também eram utilizados funcionários e ex-funcionários que atuavam como “laranjas” dentro do esquema.

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