MPF quer ajuda do Líbano para localizar primo de Beto Richa

Vinicius Cordeiro

O Ministério Público Federal (MPF) pediu autorização à Justiça Federal (JF) para expedir uma carta rogatória ao Líbano. O objetivo é encontrar o paradeiro de Luiz Abi Antoun, primo de Beto Richa e réu na Operação Integração. O pedido foi feito na segunda-feira (13) da semana passada, alegando que o empresário não foi encontrado em suas residências em Londrina e está foragido desde setembro de 2018, quando foi para o Oriente Médio.

Um oficial de justiça tentou localizá-lo em dois endereços no norte do Paraná, mas sem sucesso. De acordo com o MPF, a mulher de Abi Antoun declarou ao oficial que não sabe informar o endereço que ele se encontra e nem mesmo o número do seu telefone. Segundo ela, Antoun está no país asiático para um tratamento de saúde e não tem previsão de retorno.

“Até o presente momento, o presente momento o MPF não dispõe de informações acerca da localização de Luiz Abi no estrangeiro”, afirma trecho do pedido.

Vale lembrar que, em março, o juiz Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Criminal de Curitiba, aceitou a denúncia do MPF contra Antoun por organização criminosa e corrupção passiva. A denúncia foi apresentada separadamente pela viagem de Luiz Abi ao Líbano.


RELEMBRE

Luiz Abi Anton é suspeito de ser um dos “operadores financeiros” do esquema de pagamentos de propinas, investigado na 55ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Operação Integração II e deflagrada no dia de 26 de setembro nos estados do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

A ação apura casos de corrupção ligados aos procedimentos de concessão de rodovias federais no Estado do Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração. Foram cumpridos 73 mandados de busca e apreensão, três mandados de prisão preventiva e 16 mandados de prisão temporária.

Foram identificados os núcleos político, técnico, empresarial e de operadores financeiros (caso de Anton). O esquema teria movimentado R$ 35 milhões em propinas, entre os anos de 1997 e 2015, sem a atualização monetária.

Antoun também foi um dos presos da Operação Rádio Patrulha, no dia 11 de setembro e solto três dias depois após uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Também estavam na lista o diretor da Associação Brasileira de Concessões Rodoviárias, João Chiminazzo Neto, e o ex-secretário de Infraestrutura do Paraná e irmão de Beto Richa, Pepe Richa.

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