MPF pede prorrogação de prisão de cunhada de Vaccari e outros alvos da 56ª fase da Lava Jato

Roger Pereira


O Ministério Público Federal pediu a conversão em prisão preventiva das prisões temporárias de quatro alvos da Operação Sem Fundos, a 56ª fase da Operação Lava Jato, entre eles, Marice Correa, cunhada de João Vaccari Neto (ex-tesoureiro do PT)

Na petição encaminhada à juíza Gabriela Hardt, a força-tarefa da Lava Jato argumenta que Marice arrecadou “significativas quantias de vantagens indevidas” para o PT por conta dos contratos do empreendimento da Torre Pituba, sede da Petrobras na Bahia, localizada em Salvador, capital do Estado. O obra foi viabilizada com recursos da Petros, fundo de pensão dos funcionários da Petrobras e, segundo o MPF, foi superfaturado pelas empreiteiras Odebrecht e OAS.

De acordo com as investigações, Marice teria recebido pessoalmente os valores em sua residência e parte da propina teria sido entregue por Alberto Youssef. Em um dos recibos de solicitação para doação, no valor de R$ 270 mil, consta o nome de Marice como beneficiária e, ao lado, “A pedido de JV”, o que, para os procuradores, é uma referência a João Vaccari.

Em depoimento prestado após ser presa na operação, na última sexta-feira, Marice Correa disse nunca ter recebido recursos de empreiteiras e afirmou desconhecer José Nogueira, representante da OAS no empreendimento baiano. No entanto, de acordo coma as investigações, a quebra do sigilo telefônico de Marice indica um 10 ligações entre os dois em três meses de 2012. Sete delas, no mesmo dia.

Além de Marice, o MPF também pediu a conversão em prisão preventiva das detenções do ex-diretor da Petros Rodrigo Barreto, do marqueteiro Valdemir Garreta e William Chaim, funcionário do PT.

Previous ArticleNext Article
Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal