MPF recorre de decisão favorável a réus da Operação Piloto

Redação

Lava Jato - Operação Piloto - Beto Richa - Jorge Atherino

A força-tarefa Lava Jato no Paraná recorreu de decisão da 23ª Vara Federal de Curitiba, que julgou parcialmente procedentes as acusações dos procuradores sobre o pagamento de propina da Odebrecht para membros do governo de Beto Richa (PSDB) no estado.

O MPF (Ministério Público Federal) solicita que os réus Adolpho Julio da Silva Mello Neto, Deonilson Roldo e Jorge Theodócio Atherino sejam condenados pelo  crime de lavagem de dinheiro.

Além disso, a Lava Jato pede que haja aumento da pena para Roldo e Atherino, que também deverá ter fixado o regime inicial de forma fechada. Por fim, também é requisitado o aumento da pena privativa de liberdade por corrupção passiva e fraude à licitação para Roldo e de corrupção passiva para Atherino.

“A condenação de diversos agentes públicos e privados ligados ao caso da envolvendo a concessão da PR-323 é muito significativa, pois passa a mensagem que o Estado brasileiro não tolera práticas que deturpam a livre concorrência e a corrupção no setor de infraestrutura, desaconselhando os operadores deste setor a agir em desconformidade com as regras legais”, declarou o procurador da República e membro da Lava Jato, Alexandre Jabur.

Anteriormente, o ex-chefe de gabinete de Richa, Deonilson Roldo foi condenado à pena de 10 anos e 5 meses de regime inicial fechado e pagamento de multa pelos crimes de corrupção passiva e fraude à licitação.

Já o operador financeiro do grupo político, Jorge Theodócio Atherino, foi condenado à pena de 4 anos, 9 meses e 15 dias por corrupção passiva em regime inicial semiaberto e pagamento de multa.

Beto Richa é réu em outra ação penal, que ainda está em curso.

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