Nas redes sociais, Greca defende a transferência de Lula

Mariana Ohde

O prefeito voltou a dizer, nas redes sociais, que o ex-presidente deve ser transferido.

O prefeito de Curitiba, Rafael Greca (PMN), tem defendido, nas redes sociais, a transferência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para outra cidade. O prefeito adotou a hashtag #SóDependedaJustiça para responder aos questionamentos sobre o acampamento montado em apoio ao ex-presidente no bairro Santa Cândida, onde Lula está detido desde o dia 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal.

Em resposta aos internautas no Facebook, o prefeito tem reforçado as ações da prefeitura contra o acampamento, manifestações contra e a favor da prisão e a presença de Lula na capital.

Em texto postado também na rede social no sábado (28), Greca defende que Lula cumpra a pena em São Paulo, em “cumprimento da Lei Penal, que assegura ser dever do Estado dar ao sentenciado local de custódia – para cumprimento de pena – próximo à sua moradia que, sabidamente, fica no Estado de São Paulo”


Greca cita, em diversas postagens, o interdito proibitório de ocupação de ruas e praças, pedido na ocasião da prisão. “Conseguimos que saíssem das ruas contra multa de 500 mil/dia. Dias 13 e 28 de abril pedimos remoção do ex presidente por tumulto no bairro Santa Cândida. Amanhã estarei oficiando ao juiz Sérgio moro ; ao presidente do Tribunal de Justiça do estado do Paraná ; a governadora do estado do Paraná; ao Ministério Público do estado do Paraná; ao Ministério Público Federal ; ao Conselho Nacional de Justiça; ao presidente do Tribunal Regional da quarta Região; à Presidente do STJ no mesmo sentido. Não disponho de exército para a defesa da Cidade. #SóDependeDaJustiça“, disse.

Segurança

No sábado (28), após o ataque ao acampamento que deixou dois feridos, Greca afirmou, em nota publicada no site da administração municipal, que é preciso que a Justiça atenda ao pedido de transferência, feito pela Procuradoria Geral do Município. O pedido foi protocolado na 12ª Vara Federal em Curitiba para reforçar uma solicitação anterior, feita em no dia 13 deste mês.

O prefeito também criticou as ações violentas. Para o prefeito, a mudança do local é uma das formas de diminuir o acirramento entre os manifestantes que são a favor e contra a prisão. “A paz social em Curitiba só depende da Justiça”, advertiu Greca.

Nesta nova solicitação, segundo a prefeitura, a procuradoria cita o tiroteio que deixou feridos dois integrantes do acampamento da rua Padre João Wislinski, fato que motivou uma manifestação com barreira de fogo na Rua Mascarenhas de Morais.

“O local oferece risco, transtorno à população, aos funcionários da própria PF, e atrapalha a rotina de prestação de serviços aos brasileiros que precisam da emissão de passaportes”, destacou o prefeito Rafael Greca, em publicação no site da prefeitura.

Prisão de Lula

Lula cumpre, na capital, a pena de 12 anos e um mês de prisão à qual foi condenado no caso do triplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato. Ele se entregou à PF no dia 7 de abril e, desde então, segue detido em cela especial na Superintendência em Curitiba.

O acampamento, chamado Lula Livre, no início, estava montado próximo à PF e foi transferido para terrenos particulares na região após acordo entre a organização e autoridades. Hoje, apenas atividades culturais e atos políticos seguem sendo realizados nas proximidades da Superintendência.

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Mariana Ohde
Repórter no Paraná Portal
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