Política
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Votação de processo contra vereador Renato Freitas é adiada

O adiamento da matéria ocorreu após a vereadora Maria Letícia (PV) pedir vistas ao processo; sanções variam desde censura pública até a cassação do mandato.

Redação - 06 de maio de 2022, 11:05

(Foto: Carlos Costa/CMC)
(Foto: Carlos Costa/CMC)

O Conselho de Ética da Câmara Municipal de Curitiba definiu, em reunião virtual realizada na manhã desta sexta-feira (6) que a análise e votação do processo contra o vereador Renato Freitas (PT) será realizada na próxima terça-feira (10). O adiamento da matéria ocorreu após a vereadora Maria Letícia (PV) pedir vistas ao processo.

Renato Freitas foi denunciado na Câmara após participar de um protesto contra o racismo no início de fevereiro, que invadiu e interrompeu uma missa na Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Centro de Curitiba.

O parlamentar é acusado de quebra de decoro. Conforme o Conselho de Ética, as sanções variam desde censura pública até a cassação por completo do mandato.

Ainda na reunião ocorrida hoje, ficou acordada a devolutiva pela vereadora Maria Letícia para segunda-feira (9). Dessa forma, a reunião que pode cassar o mandato do vereador Renato Freitas ficou marcada para às 14h do dia seguinte (10).

VEREADOR RENATO FREITAS NEGA QUE HOUVE INVASÃO EM IGREJA DE CURITIBA

O protesto motivado pelo assassinato do congolês Moïse Kabagambe no Rio de Janeiro, ocorreu no dia 5 de fevereiro e foi marcado na parte de fora da Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no Centro de Curitiba. Em determinado momento do ato, entretanto, os manifestantes entraram no templo.

Segundo o padre Luiz Haas, uma missa estava sendo celebrada no momento da ação, que foi classificada pelos religiosos como invasão. No fim de março, a Arquidiocese de Curitiba encaminhou um ofício à Câmara pedindo pela não cassação do mandato do parlamentar. À época, a Arquidiocese disse ainda que Renato Freitas "procurou as autoridades religiosas, reconheceu o seu erro e pediu desculpas”.

Em depoimento ao Conselho de Ética da CMC, o vereador Renato Freitas negou estar à frente da manifestação. “Eu não estava o tempo todo à frente da manifestação. Fui o primeiro a falar porque conversei com aquela auxiliar do padre, que me deu o microfone em mãos por não ter visto em mim uma ameaça, ou uma tentativa de sacrilégio. Neste momento, tomei à frente, pensando na minha imagem como figura pública, para evitar qualquer conflito”, disse.

Freitas responde por quatro representações formuladas pelos vereadores Eder Borges (PSD); Pier Petruzziello (PTB); Pastor Marciano Alves e Osias Moraes, ambos do Republicanos; e a dos advogados Lincoln Machado Domingues, Matheus Miranda Guérios e Rodrigo Jacob Cavagnari. Todas as representações acusam Renato Freitas de ocupar a Igreja do Rosário e impedir o exercício da fé.