Política
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Renato Freitas pede arquivamento de processo e nega ter invadido igreja de Curitiba

Renato Freitas foi acusado de quebra de decoro em cinco ações protocoladas na Câmara de Curitiba após participar de um protesto em fevereiro

Redação - 18 de março de 2022, 08:03

(Reprodução/Instagram)
(Reprodução/Instagram)

Nesta quinta-feira (17), o vereador Renato Freitas (PT) protocolou a defesa prévia junto ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da CMC (Câmara Municipal de Vereadores de Curitiba). O parlamentar foi acusado de quebra de decoro em cinco ações protocoladas na Casa, após ter participado de um protesto no dia 5 de fevereiro, pela morte pelos assassinatos do congolês Moïse Kabagambe e de Durval Teófilo Filho, no Rio de Janeiro.

Renato Freitas nega ter invadido a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e pede o arquivamento do processo. No documento, a defesa afirma que o vereador ou os participantes do protesto não sabiam que uma missa era realizada na igreja no momento e ressaltou que o parlamentar não invadiu a igreja porque a entrada aconteceu minutos depois do encerramento da celebração. 

Porém, segundo o padre Luiz Haas, uma missa estava sendo celebrada no momento da ação, que foi classificada pelos religiosos como invasão. Na época, em nota, a Arquidiocese de Curitiba afirmou que o episódio agrediu a lei e a livre cidadania, além de contar com "agressividades e ofensas" e que "é fácil ver quem as estimulou"

Sobre o pedido de arquivamento, a defesa alegou que as representações, em caso de prosseguimento do processo, sejam julgadas como improcedentes. Agora, a CMC vai analisar o documento na próxima reunião do Conselho de Ética, que deve acontecer em até três dias úteis. 

O Código de Ética e Decoro Parlamentar é uma norma anexa ao Regimento Interno que estabelece os princípios éticos e as regras do decoro que orientam a conduta do vereador. Caso Renato Freitas seja considerado culpado pelos colegas de Câmara, o vereador pode perder o mandato ou sofrer penas mais brandas como censura pública, suspensão de prerrogativas regimentais, suspensão temporária do mandato.