Manifestantes celebram o Dia do Trabalhador e homenageiam Lula em Curitiba

Curitiba tem nesta terça-feira (1º), Dia do Trabalhador, uma série de atos marcados em homenagem à data e também em apoi..

Mariana Ohde - 01 de maio de 2018, 12:05

Fotos: Ricardo Stuckert
Fotos: Ricardo Stuckert

Curitiba tem nesta terça-feira (1º), Dia do Trabalhador, uma série de atos marcados em homenagem à data e também em apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O evento foi chamado 1º de Maio Unificado.

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Durante a manhã, centenas de pessoas se reuniram em frente à Superintendência da Polícia Federal (PF), no bairro Santa Cândida, onde Lula está detido desde o dia 7 de abril e o acampamento Lula Livre é mantido, com eventos e atos políticos diários.

O ex-presidente cumpre, no local, pena de 12 anos e um mês decorrente da condenação no caso do triplex do Guarujá (SP), no âmbito da Operação Lava Jato.

Segundo a Polícia Militar (PM), 2 mil pessoas estiveram no local para o chamado "Bom dia, Lula" e também um celebração ecumênica. Por volta das 11h, foi feita uma coletiva de imprensa sobre o calendário do acampamento e Vigília Lula Livre. Diversas lideranças participaram do encontro, entre elas, a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, Raimundo Bonfim, da Central de Movimentos Populares, Carmen Foro, da CUT, entre outras.

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Durante a tarde, é realizado um ato na Praça Santos Andrade, no Centro de Curitiba. A programação conta com shows das cantoras Beth Carvalho, Ana Canas e o rapper mineiro Flávio Renegado.

Sete centrais sindicais estão na capital paranaense; a Central dos Sindicatos Brasileiros, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Central Única dos Trabalhadores, Força Sindical, Central da Classe Trabalhadora, Nova Central e União Geral dos Trabalhadores.

A expectativa da organização é que pelo menos 25 mil pessoas participem do 1º de Maio Unificado. Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 5 mil pessoas estavam no local durante a tarde.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal, foram identificados 37 ônibus interestaduais fretados para a manifestação em Curitiba, até segunda-feira (30). Entre os estados de origem dos manifestantes estão Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Um esquema especial de segurança foi montado pela Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná. Durante a última semana, autoridades de segurança do estado se reuniram com representantes de entidades sindicais para tratar do assunto.

Objetivo político

Guilherme Boulos, pré-candidato à Presidência e coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), ressaltou, durante o evento, os objetivos da mobilização. "Hoje, aqui no Brasil, lança outro ou apoia nomes já lançados", disse. "A nossa estratégia é defender a inocência do Lula. Não tem como falar "mas se", porque aí você desiste de onde você está", afirmou.

O líder da bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta, disse que os manifestantes representam a voz e a presença de Lula. "O ato reúne todas as centrais sindicais, o que não acontecia desde a redemocratização", disse.

"A luta pelo Lula Livre se fortalece muito com esse ato, esperamos que seja um marco, para que a gente possa, o mais rápido possível, alcançar nosso objetivo", disse. Ele atribui a violência recente à "instabilidade" no país, que estaria sendo aprofundada pelo Judiciário.

Ato unificado

O chamado 1º de Maio Unificado tem como tema “Em defesa dos direitos e por Lula livre”. Vagner Freitas, presidente nacional da CUT, afirma que é a primeira vez em que a comemoração do Dia do Trabalhador é feita de forma unificada pelas centrais sindicais em torno temas importantes. "O direito dos trabalhadores, o fim da reforma trabalhista, previdenciária, o retorno da democracia, contra a violência, as eleições", afirmou.

O presidente também classificou a liberdade de Lula como "importante" para a retomada da democracia e do regime interno brasileiro. "Com Lula livre, e tendo a chance de disputar as eleições, o Brasil vai ter a oportunidade de passar a limpo, com as pessoas podendo votar em quem querem", disse.

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves Juruna, explica que a união dos trabalhadores de diferentes centrais tem o objetivo, além de protestar contra a prisão de Lula, a formação de uma proposta unitária para apresentar aos futuros candidatos à Presidência da República.

“O 1º de Maio Unificado aumenta o poder de pressão, de possibilidade de fecharmos uma proposta unitária”, afirma, ressaltando que as reivindicações dos movimentos devem estar na pauta dos candidatos à Presidência.

Os sindicalistas têm como pauta uma série de itens como a política de geração de empregos, a defesa da Previdência Social, o fim da lei de congelamento de gastos e a revogação da Reforma Trabalhista.

Os presidentes das centrais como a CUT, Força Sindical, UGT e Intersindical participam do ato bem como representantes de movimentos sociais como MST e MTST.