Política
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Não acredito que vacina chinesa transmita segurança pela sua origem, diz Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na noite desta quarta-feira (21) que não acredita que a Coronavac -par..

Ricardo Della Coletta - Folhapress - 22 de outubro de 2020, 10:16

Marcos Corrêa/PR
Marcos Corrêa/PR

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na noite desta quarta-feira (21) que não acredita que a Coronavac -parceria entre a farmacêutica chinesa Sinovac e o Instituto Butantan- transmita credibilidade "pela sua origem" e usou como justificativa que "esse vírus ", escreveu, em outra mensagem, nas redes sociais.

Em nota divulgada na terça (20), o Ministério da Saúde chegou a informar que, com a parceria com São Paulo, o Brasil chegaria a ter 186 milhões de doses de vacinas a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021, já a partir de janeiro.

O total considera as 46 milhões de doses do Butantan e Sinovac, além de contratos já existentes no governo para obter 140 milhões de doses -100 milhões da vacina da Universidade de Oxford e 40 milhões do mecanismo Covax Facility, liderado pela OMS (Organização Mundial de Saúde). Mas o ministério voltou atrás após o veto de Bolsonaro.

Citando uma "interpretação equivocada" da fala de Pazuello, a pasta negou compromisso para compra de vacinas com o governo de São Paulo "ou seu governador" e disse não ter "intenção de compra de vacinas chinesas".Em seguida, no entanto, reafirmou ter um protocolo de intenções para compra de uma possível "vacina brasileira" com o Instituto Butantan, que é vinculado ao governo paulista.