Após indulto, doleira condenada na Lava Jato faz “tutorial” de como retirar tornozeleira

Francielly Azevedo

Doleira - Nelma Kodama - Lava Jato

A doleira Nelma Kodama, condenada na Operação Lava Jato, utilizou as redes sociais, nesta terça-feira (6), para mostrar como retirar uma tornozeleira eletrônica. Na data de ontem, o juiz Danilo Pereira Júnior, da 12ª Vara Federal de Curitiba, autorizou a retirada do equipamento com base no indulto natalino editado pelo ex-presidente Michel Temer, em dezembro de 2017, que prevê o cumprimento de um quinto da pena para não reincidentes.

Nelma, que chegou a ter um relacionamento com o doleiro Alberto Youssef, foi condenada, em outubro de 2014, a 18 anos de prisão por corrupção, evasão de divisas e organização criminosa. No entanto, ela fechou colaboração premiada que previa pena máxima de 15 anos e foi solta após homologação do acordo com o Ministério Público Federal.

Conforme a decisão do juiz, a doleira já cumpriu três anos de prisão (em regime fechado e aberto diferenciado) podendo usufruir do indulto. Nelma também terá que pagar R$ 8,9 mil referentes ao custo do uso do equipamento eletrônico.

O magistrado permitiu que Nelma retirasse a tornozeleira sozinha e entregasse em cinco dias à Justiça Federal.

EXTRAVAGÂNCIA NAS REDES

Nas últimas semanas, Nelma Kodama agitou as redes sociais após publicar uma foto com um sapato Chanel e sua tornozeleira eletrônica. Desde que deixou a prisão, ela retrata sua vida de ex-detenta por meio das redes e promove sua carreira de consultora de design, moda, informática e estratégia para empresas.

 

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DOLEIRA CANTA ROBERTO CARLOS EM CPI

Na CPI em que prestou depoimento, Nelma Kodama se definiu como “a última grande dama do mercado” de dólares e usava codinomes como Greta Garbo e Cameron Diaz. Na mesma ocasião, elogiou o então juiz Sergio Moro e cantou Roberto Carlos para definir sua relação com Alberto Youssef. Disse que viveu maritalmente com ele entre 2000 e 2009, e, erguendo os braços para o público, cantou uma música de Roberto Carlos, “Amada Amante”, e em seguida foi repreendida pelo presidente da CPI, Hugo Motta.

 

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Jornalista, formada pela Universidade Tuiuti do Paraná. Tem passagens pela TV Educativa, TV Assembleia, TV Transamérica, CATVE, Rádio Iguassu e Folha de Londrina. Atualmente trabalha no Paraná Portal e na Rádio CBN.