STF manda prender Nelson Meurer, ex-deputado condenado na Lava Jato

Angelo Sfair

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O ex-deputado Nelson Meurer (PP-PR) foi preso nesta quarta-feira (30) por decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal). Condenado a 13 anos, 9 meses e 10 dias de prisão em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-parlamentar do Paraná é o primeiro alvo da Lava Jato a ter a pena executada pelo Supremo em mais de cinco anos de operação.

A decisão inédita é do ministro Edson Fachin, relator dos processos relacionados à Operação Lava Jato na Suprema Corte. O magistrado determinou a execução da pena antes mesmo do trânsito em julgado, visto que há um último recurso da defende pendente.

Apesar da condenação na última instância do Poder Judiciário brasileiro, os advogados que representam o ex-deputado do Paraná ainda podem peticionar novos embargos de declaração para pedir mais esclarecimentos sobre a sentença. Os segundos embargos seriam a última chance de contestar a decisão de Fachin.

Uma fonte ligada à operação confirmou que Nelson Meurer foi preso em casa, nesta quarta-feira (30), em Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná. Além disso, Nelson Meurer Júnior, também foi detido. O filho do ex-deputado foi condenado a 4 anos e 9 meses de prisão por corrupção passiva. Conforme decisão de Fachin, ele cumprirá a pena em regime semiaberto.

NELSON MEURER CONDENADO POR CORRUPÇÃO

O político Nelson Meurer, um dos quadros mais proeminentes do PP no Paraná, foi acusado e condenado por receber mais de R$ 4 milhões em propinas, por meio de 30 repasses fraudulentos, na esteira dos crimes investigados pela Operação Lava Jato.

O ex-deputado teria recebido as vantagens indevidas como contrapartida por manter Paulo Roberto Costa na chefia da Diretoria de Abastecimento da Petrobras.

O processo contra Nelson Meurer e o filho, Nelson Meurer Júnior, chegou a ser distribuído para a 13ª Vara Federal em Curitiba, à época comandada pelo ex-juiz e atual ministro da Justiça Sergio Moro. No entanto, pelo alvo ainda ter foro privilegiado, a ação penal foi remetida ao STF.

A reportagem tentou contato com assessores de Nelson Meurer, mas não obteve retorno por telefone. Os advogados do político não foram encontrados.

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