Nelson Teich reproduz fala de Jair Bolsonaro e sinaliza com afrouxamento dos isolamentos

Jorge de Sousa

Nelson Teich reproduz fala de Jair Bolsonaro e sinaliza com afrouxamento dos isolamentos

Em live no Facebook com o presidente da República, Jair Bolsonaro, o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, mostrou estar alinhado com o chefe do executivo e sinalizou que poderá afrouxar os isolamentos.

“Eu penso em pessoas em sociedade. Uma pessoa que perde um emprego ele vai ter menos dinheiro para tocar a vida dele e é difícil você não poder dar o mínimo para sua família. Minha função aqui é trazer essa visão ampla e avaliar o impacto de cada coisa no resultado final que é a capacidade de ajudar as pessoas a ter saúde e bem estar”, explicou Teich.

O novo ministro ainda pontuou que as restrições nos deslocamentos propostas pelos governos estaduais e prefeituras também pode prejudicar o tratamento de outras doenças.

“Com menos atividade econômica, podemos ter menos recursos para tratar pessoas com câncer. Se uma pessoa está com medo de fazer seus exames de rotina, podemos ter uma alta nos casos de problemas cardíacos e vasculares. Não é só o Ministério da Saúde que vai levar saúde para as pessoas. Tudo que é feito isolado e fragmentado é ineficiente”, colocou Teich.

A troca entre Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich foi finalizada nesta quinta-feira (16). Nas últimas semanas a pressão sobre Mandetta cresceu e a demissão do médico era tratada apenas como questão de tempo.

BOLSONARO VOLTA A DEFENDER USO DA CLOROQUINA

O presidente da República utilizou a live apenas para defender novamente a utilização em larga escala da cloroquina no combate ao coronavírus.

“Na Guerra do Pacífico, quando um soldado era ferido era colocado água de coco enquanto não era possível uma transfusão de sangue, mesmo sem comprovação científica. A cloroquina pode ser comprovada daqui a dois anos, mas até pode ser útil para salvar a população. Se uma pessoa for picada de cobra, você deixa a pessoa morrer ou aplica o soro que pode salvar ela?”, pontuou Bolsonaro.

Perguntado por Bolsonaro sobre a utilização da cloroquina, Teich adotou uma postura similar a que era utilizada por Mandetta na disponibilização desse medicamento no tratamento do coronavírus.

“Os medicamentos que não tem uma comprovação definida você tem que disponibilizar para a utilização em alguns casos. A gente sabe que os jovens podem ser mais assintomáticos, embora temos 25% dessas pessoas contaminadas. O que temos que prestar atenção é que no número de pessoas que contraíram a doença e multiplicarmos por 10, não dá 50% da população”, finalizou Teich.

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