Política
Compartilhar

Ninguém tem sossego, diz governadora do RN sobre tentativa de Bolsonaro de barrar toque de recolher

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), falou à reportagem em tom de desabafo sobre a tentativa de Ja..

Fábio Serapião - Folhapress - 28 de maio de 2021, 06:17

Brasília - Senadora Fátima Bezerra durante sessão do impeachment no Senado conduzida pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski  (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Senadora Fátima Bezerra durante sessão do impeachment no Senado conduzida pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski (Antonio Cruz/Agência Brasil)

A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), falou à reportagem em tom de desabafo sobre a tentativa de Jair Bolsonaro (sem partido) de barrar o toque de recolher que ela decretou para conter a expansão da pandemia, que atinge o estado de maneira crítica.

Nesta quinta-feira (27), o presidente ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade no STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar decretos com medidas restritivas adotadas por Rio Grande do Norte, Pernambuco e Pará, todos estados governados por opositores.

"Ninguém tem sossego. A gente estava celebrando essa conquista grande que foi a inclusão dos trabalhadores da educação no grupo prioritário da vacinação, parecia uma luz no fim do túnel, e aí vem uma notícia dessas", diz Bezerra, pedagoga, que tem defendido a imunização de profissionais da área desde o final de 2020.

A governadora destaca que as medidas restritivas decretadas no Rio Grande do Norte estão relacionadas a um cenário pandêmico que continua grave, com quase 90% dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) ocupados e grande número de casos de contaminação.

O governo do Rio Grande do Norte determinou toque de recolher das 22h às 5h, entre os dias 22 de maio e 6 de junho, em 37 municípios da região do alto oeste. Houve proibição de venda de bebidas alcoólicas e de consumo em espaços públicos nesses locais. Bolsonaro questiona no STF o decreto que estabeleceu essas medidas.

Fátima Bezerra diz que, se for necessário, recorrerá de decisões que impeçam a implementação de medidas restritivas no estado.​