No Palácio Iguaçu, Ratinho Junior diz que fará um governo ouvidor

Roger Pereira

O segundo discurso de Ratinho Junior (PSD) como governador do Paraná, desta vez no Palácio Iguaçu, após a cerimônia de transmissão de cargo, começou com um reconhecimento de que o Paraná teve bons governadores. “Mas o momento político atual do Brasil exige dos próximos governantes um pouco mais de audácia. É necessário uma ruptura com esse modelo que, ao longo dos anos fez a máquina pública se inchar e o estado perder a capacidade de investimento e de ações para melhorar a vida das pessoas”, ponderou.

Assim, Ratinho Junior disse que fará um governo enxuto, diminuindo a máquina, e ouvidor, atendendo às demandas da rua. “Nossa missão é diminuir essa máquina, governar com menos secretarias, com menos espaço, para ter mais eficiência, rapidez nas decisões e acabar com as mordomias que foram se acumulando ao longo do tempo. Velocidade na prestação de serviço para dar qualidade de vida às pessoas e elas sejam felizes”, disse.

“Vamos fazer um governo ouvidor. Acabou o modelo de governo em que o governante sabe tudo. Teremos humildade de ouvir as pessoas e as ruas acima de tudo”, declarou o governador, que, mais uma vez, destacou a posição do Paraná como grande produtor de alimentos, mas disse que essa situação é incompatível com os indicadores sociais e de infraestrutura do estado. “Se somos os maiores produtores de alimento por metro quadrado do planeta, não podemos ter rodovias da década de 1970, não podemos não ter uma malha ferroviária decente, principalmente, não podemos admitir ter pessoas passando fome no nosso estado, e ainda temos”.

Mais uma vez, Ratinho Junior encerrou seu discurso com uma referência a seu pai, o apresentador Carlos Massa, o Ratinho. Desta vez, contando uma história de criança: “Eu, desde muito cedo acordo às 5h da manhã, porque meu pai fazia uma brincadeira que me irritava. Como ele saía de casa muito cedo, pois tinha programa de rádio às 6h da manhã, ele passava na minha cama, tirava meu cobertor e me fazia acordar, dizendo que não era mais hora de homem estar na cama. Quero te agradecer por você ter tirado o meu cobertor”, encerrou o governador.

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Roger Pereira
Repórter do Paraná Portal