Política
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Nomeações colocam fim à harmonia na transição entre Pupin e Ulisses Maia

Leonardo Filho, do Metro Jornal MaringáA nomeação de servidores para a Secretaria de Educação rendeu mais um dia de polê..

Fernando Garcel - 14 de novembro de 2016, 12:47

Leonardo Filho, do Metro Jornal Maringá

A nomeação de servidores para a Secretaria de Educação rendeu mais um dia de polêmica entre o próximo prefeito de Maringá, Ulisses Maia (PDT), e o atual, Carlos Roberto Pupin (PP). Durante reunião realizada no domingo (12) pela manhã, as equipes de transição não chegaram a um consenso e o clima que antes era pacífico ficou tenso. De concreto, o que tem avançado são as convocações de funcionários aprovados em concursos públicos para o início do processo de contratação.

Enquanto avançam as contratações, a equipe de Maia procurou o Ministério Público e pretende acionar também o Observatório Social. "A cidade toda está surpresa com essas notícias que estão saindo das contratações, de quase mil, mas temos informações do RH que podem chegar a 1.300. É algo muito estranho, levando em conta que estamos a 30 dias úteis ou um pouco menos que isso para o final do mandato. Não tivemos acesso a nenhum número ou oficio sobre isso, por isso viemos perguntar ao prefeito", afirmou Maia.

Segundo a prefeitura, foram feitas até agora aproximadamente 350 convocações. "O processo de contratação é longo. Se não começarmos agora, não teremos servidores ano que vem para trabalharem nas escolas que vão ficar prontas. Se ele (Ulisses Maia) assumir a responsabilidade do seu filho não tiver a creche ou a escola no ano que vem, eu paro agora as contratações. Estou contratando para atender às demandas do ano que vem", destacou Pupin.

O prefeito ressaltou ainda que as novas contratações vão possibilitar a abertura de 1.920 vagas em escolas e 1.450 em CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil). Segundo a administração, a equipe do prefeito eleito estabeleceu como prazo limite até dia 17 para a entrega dos documentos solicitados. Ulisses Maia confirmou ao Metro que a equipe de transição tem encontrado dificuldade em obter informações sobre a atual gestão.