TRE divulga lista de deputados que assumem vagas do PSL após cassação de Francischini

Redação

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Os deputados Adelino Ribeiro (PRB), Nereu Moura (MDB), Elio Rusch (DEM) e Pedro Paulo Bazana (PV) assumem as vagas abertas na Assembleia Legislativa do Paraná após a cassação do mandato de Fernando Francischini.

O novo cálculo foi divulgado nesta sexta-feira (29) pelo TRE-PR (Tribunal Regional Eleitoral do Paraná). O delegado foi o primeiro político brasileiro a perder o mandato pelo uso de fake news.

O TRE agora deve oficiar o presidente da Alep, deputado Ademar Traiano (PSDB), para que as mudanças sejam promulgadas.

QUOCIENTE ELEITORAL

Com a cassação de Fernando Francischini — que também está inelegível por 8 anos, por decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) –, os 427.742 votos recebidos por ele em 2018 deixaram de fazer parte do cálculo do quociente eleitoral.

O delegado londrinense foi o deputado estadual mais votado da história. Com o número expressivo, quase três vezes maior do que o segundo candidato mais votado, Francischini conseguiu três cadeiras extras para o PSL.

Partido sem expressão no cenário político nacional, o PSL foi a legenda escolhida por Jair Bolsonaro (sem partido) para disputar a presidência da República em 2018. Seguidores do capitão reformado tomaram a mesma decisão.

No Paraná, o PSL formava a maior bancada da Assembleia Legislativa do Paraná, com sete vagas. Fernando Francischini puxou a maior parte dos votos da legenda, em grande parte pelo fenômeno do bolsonarismo.

Com a exclusão dos votos de Francischini para o quociente eleitoral, o PSL perdeu mais da metade das vagas, e agora tem três cadeiras.

+ Confira o novo cálculo de composição da Assembleia Legislativa do Paraná, divulgado pelo TRE-PR

FRANCISCHINI PERDEU APOIO DE BOLSONARO APÓS RACHA NO PSL

O delegado teve uma atuação relevante na campanha à presidência, mas a “lua de mel” durou menos de um ano. Em outubro de 2019, uma gravação de integrantes do partido flagrou reclamações do filho de Fernando, Felipe Francischini, líder do PSL na Câmara.

A gente foi tratado que nem cachorro desde que ele [Bolsonaro] ganhou a eleição. Nunca atendeu a gente em porra nenhuma. Só liga na hora que precisa de um favor pra ferrar com alguém”, disse Felipe, sem saber que estava sendo gravado.

Desde o episódio, a relação já estremecida entre Fernando Francischini e Jair Bolsonaro degringolou. Em 2020, o delegado tentou o apoio do presidente na campanha à Prefeitura de Curitiba, mas fracassou.

No pleito municipal, recebeu apenas 52.340 votos (6,26%) e terminou a corrida eleitoral em 3° lugar, atrás de Goura (PDT), que registrou 13,26% dos votos válidos, e de Rafael Greca (DEM), reeleito no primeiro turno com 59,74% da votação.

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Sem apoio de Bolsonaro em 2020, Francischini (esq.) fracassou e terminou atrás de Goura (dir.) na corrida pela Prefeitura de Curitiba. (Arquivo/Orlando Kissner/Alep)

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