Novo presidente do TRE-PR promete rigor no combate a informações falsas

Roger Pereira


Com a missão de conduzir o processo eleitoral deste ano, a primeira eleição estadual com as novas regras da minirreforma eleitoral, o desembargador Luiz Taro Oyama tomou posse, nesta quinta-feira, como novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR). Também foi empossado o desembargador Gilberto Ferreira, como vice-presidente e corregedor da corte eleitoral. Uma das primeiras demandas da nova direção do TRE é a conclusão do cadastramento biométrico. Atualmente, o Paraná conta com quase 8 milhões de eleitores, destes mais de 6,7 milhões estão aptos a votar biometricamente, o que corresponde a 85% do eleitorado. A expectativa, de acordo com Oyama, é cadastrar 100% dos votantes até 2019, antes do prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral, que é em 2022. “A biometria proporcionará mais segurança e facilitará a identificação do eleitor no momento da votação”, ressaltou o presidente.

As novas regras do processo eleitoral, como os tetos para gastos, os limites para o autofinanciamento de campanha e, principalmente, a utilização da internet como ferramenta de propaganda eleitoral, foram abordadas pelos desembargadores na cerimônia de posse. Oyama elogiou a possibilidade de se fazer impulsionamentos pagos em postagem de redes sociais, para ampliar o alcance de público, mas afirmou que o Tribunal será rigoroso com quem divulgar informações falsas. “Caberá aos partidos, candidatos e até ao eleitor encaminharem as denúncias, que serão avaliadas pela Justiça Eleitoral. Claro que é difícil se tratando de internet, é algo relativamente novo na política, então pode existir algum tipo de abuso, mas há punição severa para isso”, afirmou Ferreira.

O desembargador citou que 700 das 30 mil urnas que emitirão comprovante de votação no
Brasil serão instaladas no Paraná. O sistema permitirá, por amostragem, conferir a confiabilidade do sistema de votação eletrônica. “Antes do eleitor concluir o voto, aparecerá a relação dos candidatos em que ele votou, então se estiver de acordo ele confirma, o comprovante será impresso e depositado na urna. É importante dizer que o eleitor não saíra da cabine com o comprovante”, explicou Oyama.

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Repórter do Paraná Portal
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